Vendas tablets caíram no segundo trimestre 2017

Vendas tablets caíram no segundo trimestre 2017Publicado em 15/08/2017 00:19 em Equipamentos

A consultora e analista de mercados IDC estima que as vendas mundiais de tablets caíram 3,4% no segundo trimestre, apesar de a queda ser menos acentuada do que no período anterior.

De acordo com resultados preliminares, a IDC indica que no segundo trimestre foram produzidos 37,9 milhões de tablets e que a Apple reforçou a sua liderança, com vendas de 11,4 milhões de iPads (mais 14,7%), e passou a representar 30,1% das vendas mundiais, um aumento de 4,7 pontos percentuais (pp). A Apple produziu tantos tablets como os seus três principais competidores

A Samsung produziu 6,0 milhões de tablets (menos 0,8%), mas a queda inferior à do conjunto do mercado permitiu-lhe um ligeiro reforço da quota, que passou para 15,8%, acrescenta

A IDC indica que as vendas da Huawei cresceram 47,1%, para 3,0 milhões de unidades, e sua quota cresceu 2,7 pontos percentuais, para 8,0%, enquanto a Amazon produziu 2,4 milhões de tablets (mais 51,7%) e o seu peso no mercado subiu 2,3 pp, para 6,4%.

A Lenovo, ainda que com as vendas a caírem 14,6%, para 2,2 milhões de tablets, manteve-se no top 5 com uma quota de 5,7% (menos 0,8 pontos).

A consultora revela que as vendas dos restantes fabricantes se reduziram 24,6% e representaram em conjunto pouco mais de um terço (33,9%) da produção mundial de tablets.

A analista de mercados assinala que no segundo trimestre as vendas de destacáveis (tablets com teclado incorporável) também baixaram porque os consumidores adiaram compras para esperarem pela renovação de produtos, que ocorreu no final do trimestre, particularmente da Apple e Microsoft, mas espera que este segmento mantenha uma posição forte na segunda metade do ano.

Jitesh Ubrani, analista sénior da IDC, destaca que os destacáveis competem com portáteis convertíveis que oferecem a muitos uma experiência de computação familiar e convincente.

Acrescenta que até agora o mercado de destacáveis dois em um estava dividido entre a Apple e a Microsoft, enquanto os fabricantes de PC tradicionais apostavam em convertíveis, mas a situação está a mudar lentamente para o Surface e iPad Pro à medida que fabricantes de smartphones e de PC’s começam a oferecer alternativas.

Linn Huang, director da IDC, afirma que o mercado de tablets se tornou numa corrida para ver se o crescimento dos destacáveis pode ser suficiente para compensar a queda de vendas dos tablets tradicionais.

Assinala que novos lançamentos de produtos da Apple e da Microsoft são geralmente acompanhados por trimestres seguintes de aumento da produção, mas espera uma proliferação de destacáveis baseados no sistema operativo Chrome, da Google, para o mercado médio, ainda este ano.

A IDC indica que a Apple se posicionou bastante bem no trimestre passado, em que introduziu dois novos iPads com preços relativamente mais baixos e que levaram alguns consumidores a substituírem produtos antigos que possuíam.

Acrescenta que a transição da marca da maçã para os destacáveis continuou com o lançamento do iPad Pro de 10,5 polegadas, que será complementado com uma grande actualização do sistema operativo iOS mais para o final de 2017.

A analista de mercados destaca que o investimento da chinesa Huawei no marketing da marca na Europa e na Ásia continuou a funcionar bem e a companhia continua a posicionar-se entre as cinco principais marcas, tanto nos tablets como nos smartphones.

A IDC observa que três dos cinco principais fabricantes de tablets (Apple, Huawei e Amazon) conseguiram aumentar as vendas e as quotas de mercado, mas considera que esses ganhos podem ser temporários porque os ciclos de substituição de tablets são mais longos do que nos smartphones e mais próximos dos verificados para os PC’s.

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