Xiaomi e Apple lideram mercado dos wearables

Xiaomi e Apple lideram mercado dos wearablesPublicado em 21/06/2017 01:33 em Outras Tecnologias

A chinesa Xiaomi e a Apple lideram o mercado dos wearables, mas enquanto a primeira produz principalmente pulseiras de fitness, as vendas da Apple são apenas constituídas por smartwatch, o que lhe confere a liderança nos wearables inteligentes, segundo dados da IDC.

A Fitbit, que durante anos foi número um no mercado de wearables, viu as suas vendas caírem 37,7% homólogos e seu peso de mercado baixar para 12,3%, caindo da primeira para a terceira posição entre os primeiros trimestres de 2016 e 2017.

As vendas das Apple cresceram 64,1%, subindo para uma quota de 14,6% do mercado, praticamente a par com a Xiaomi, cujas vendas baixaram 3,3% e que ficou com 14,7% do mercado.

Ramon Llamas, director da IDC, assinala que a Fitbit se confrontou com uma fase de transformação das preferências dos consumidores, que evoluíram das pulseiras de fitness para relógios inteligentes, o que permitiu à Xiaomi impor-se no mercado chinês com produtos acessíveis e à Apple reforçar a sua posição de liderança mundial nos relógios inteligentes.

A IDC observa que a Fitbit não deverá ser excluída da conversa nos wearables, porque detém uma base de 50 milhões de utilizadores, tem uma forte presença nas empresas de saúde e bem estar e, com as recentes aquisições da Coin, Pebble e Vector, está bem posicionada para se mover para novos segmentos e mercados, nomeadamente com a apresentação do seu primeiro smatwatch.

A Samsung, presente no segmento dos relógios inteligentes, apesar de um crescimento homólogo de 90,8% no primeiro trimestre, não foi além de uma quota de 1,4% no mercado, enquanto a especialista em dispositivos GPS Garmin, cresceu 1,6% na área dos Wearables e ficou com uma quota de 1,1%.

As vendas de wearables situaram-se em 24,7 milhões de unidades, um aumento de 17,9%, indica a IDC

Segundo os dados da IDC, o mercado de wearables fragmentou-se: as cinco principais marcas, que nos três primeiros meses do ano passado detinham 60,5% do mercado, em igual período de 2017 reduziram o seu peso para 51,8%.

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