Projecto GEN 10S vai formar 5mil alunos programação Scratch

Publicado em 07/06/2017 00:41 em Software

O projecto GEN 10S Portugal, lançado em parceria pela SIC Esperança, pela Scratch, quer dar formação em programação Scratch 5 mil anos do segundo ciclo do ensino básico de 40 escolas e a 500 professores.

Em comunicado, os promotores do projecto indicam que o objectivo é reduzir o fosso de competências digitais e promover a igualdade de oportunidades na área digital entre os mais novos.

Na sessão de apresentação do projecto estiveram presentes o primeiro-ministro, António Costa, e o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

Os promotores afirmam que o programa está focado em fomentar uma maior inclusão tecnológica e social através da inovação, democratizar o acesso ao conhecimento da tecnologia, gerar oportunidades por via da formação em programação e das competências digitais e promover a participação das mulheres na tecnologioa, reduzindo as barreiras de género.

Esta iniciativa gerou uma reacção da ANPRI – Associação Nacional de Professores de Informática que, em comunicado divulgado hoje, se manifesta «estupefacta» porque os professores passaram o ano lectivo a preparar um currículo para a disciplina de TIC do quinto ao nono ano, que prevê a introdução gradual da disciplina no início de cada ciclo.

A ANPRI destaca que os professores têm habilitação profissional e formação adequada para leccionar nesta área e são os únicos com habilitação legal para o fazer e sabem programar em scratch e em diversas linguagens

A ANPRI afirma que a informação oficial que obteve foi a de que a aplicação da nova matriz se aplicará apenas às escolas que participam na fase piloto da flexibilização curricular, o que significa que não era extensível a todas as escolas

A ANPRI critica a presença do chefe do governo e do ministro da educação na cerimónia e não entende que a tutela aceite uma situação vinda de entidades privadas a receitar o Scretch, que por acaso até é um produto gratuito do MIT.

A ANPRI considera que é grave estar «a impingir uma linguagem» de programação , quando a escolha sempre foi da responsabilidade dos professores.

«Afinal o que se pretende é desenvolver competências ou formatar os alunos para o Scratch? Onde fica a flexibilidade curricular? E a autonomia dos professores?, questiona a ANPRI, que pergunta quando é que os professores de informática vão deixar de ser prejudicados por personalidades sem habilitação para leccionar a disciplina.

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