Facturação da Fujitsu Portugal cresceu 14% em 2016

Publicado em 02/06/2017 01:03 em Empresas

A facturação da Fujitsu Portugal aumentou 14% no ano passado, o quinto ano consecutivo de crescimento, revelou o director-geral da Fujitsu Portugal, Carlos Barros, falando em Lisboa na abertura do World Tour 2017.

Carlos Barros indicou que o World Tour da multinacional de tecnologias japonesa, que tem como tema a Co-criação Digital, estará este ano em 22 países e permite que em cada um deles se mostre o que se faz localmente para os clientes da Fujitsu no respectivo país.

O responsável nacional da Fujitsu indicou que as receitas de seviços da companhia em Portugal cresceram 13% e as exportações de serviços representaram dois quintos dessas receitas.

Precisou que a Fujitsu Portugal cresceu 48% no negócio de «Storage» (armazenamento), que incorpora serviços, aumentou 15% no retalho, onde a companhia reforçou a liderança, e que o negócio «cloud» (na nuvem) progrediu 31%.

Carlos Barros revelou que a empresa emprega hoje 1440 trabalhadores, após ter feito 312 contratações no ano passado, e indicou que até ao fim de 2018 prevê contratar mais 225 pessoas, número que poderá ser ultrapassado.

Indicou quea Fujitsu Portugal desenvolveu em Portugal um conjunto de soluções, parte das quais são fornecidas a nível mundial pela multinacional japonesa.

Exemplificou que a Fujitsu tem em Portugal um centro de desenvolvimento na área do Digital Workplace e tem um Service Desk de próxima geração, apostando no desenvolvimento feito a partir de Portugal.

Joseph Reger, Chief Technology Officer (CTO) da Fujitsu EMEA (região Europa, Médio Oriente e África) destacou alguns projectos desenvolvidos pela multinacional na Europa, nomeadamente na área da saúde, na instituição de saúde mental de Madrid Hospital Clinico San Carlos, onde desenvolveu um sistema, baseado em inteligência artificial e machine learning, que em segundos analisou 36 mil projectos e identificou situações de risco com uma fiabilidade de 95% relativamente ao trabalho da equipa de oito médicos.

Previu que nos próximos 20 anos a tecnologia transforme o sector da saúde.

Reger apressentou também projectos nas áreas industrial, de serviços de retalho de combustíveis e utilities.

Durante a sua intervenção, Joseph Reger pediu aos participantes de Lisboa para se pronunciarem sobre temas da transformação digital, escolhendo entre cinco respostas, de que se destacam dois temas.

Com cerca de 200 participantes em cada votação, segundo a Fujitsu, 53,1% dos presentes disseram estar a implementar a transformação digital, 21,0% que estavam a planear, 13,6% que estavam a testar conceitos e 12,3 % que já estavam completamente digitais, Nenhum participante disse não estar empenhado no digital.

Noutra votação sobre as preocupações que a transformação digital suscita, mais de metade (51,0%) apontaram os desafios de segurança, que comprometem dados da companhia e/ou dos clientes, 30% citaram a cultura interna da empresa e o medo da mudança, 8% apontaram a complexidade dessa mudança, 7% estavam preocupados com encontrar as pessoas com as competências certas e 4% disseram não ter preocupações.

Joseph Reger indicou que no último ano 93% das organizações reportaram quebras de segurança e que o custo médio dessas quebras foi de 3,5 milhões de dólares, observando que 60% das quebras de segurança levaram nove meses até serem identificadas.

Recordou que a partir de 2018 as empresas da União Europeia passam a estar legalmente obrigadas a comunicar as quebras de segurança, para protecção da confiança dos consumidores, e que o desrespeito por esta norma sujeita as companhias a multas até 20 milhões de euros ou até 4% da facturação anual caso este valor seja superior.

Durante o World Tour 2017, o embaixador do Japão em Lisboa, Hiroshi Azuma, entregou prémios a seis organizações com quem a Fujitsu desenvolveu parcerias de sucesso na Co-criação Digital.

Os prémios foram atribuídos à British American Tobacco (BAT), ao fabricante aeronáutico Embraer, à empresa de energia EDP, ao IGEFE do Ministério da Educação, ao operador de telecomunicações NOS e à Secretaria-geral do Ministério da Administração Interna, pelo projecto de modernização do 112.pt.

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