Smartphones absorvem cada vez mais tempo às pessoas

Publicado em 16/05/2017 01:53 em Internet

(Nota: esta notícia diz respeito ao primeiro dia da ClickSummit mas para noticiar o ataque informático internacional e fazer cópias de segurança dos meus computadores sai uns dias atrasada)



Os smartphones fazem cada vez mais parte da vida das pessoas e absorvem cada vez mais tempo aos seus utilizadores, sublinhou Paulo Barreto, director do Facebook em Portugal.

Observou que as pessoas gastam cada vez mais tempo com o digital ou com o Mobile, tempo que em média ultrapassa aquele em que estão a ver televisão.

O director do Facebook em Portugal afirmou que em consonância com aquela tendência há uma transição da publicidade para o digital.

A nível internacional a publicidade no digital já representa em média 35% da despesa publicitária e dentro de três anos deverá chegar aos 41%, observou.

Alertou, contudo, que aqueles números não traduzem a realidade portuguesa, onde o investimento publicitário na televisão ainda representa mais de metade do total.

Paulo Barreto indicou que o Facebook tem 1,94 mil milhões de utilizadores a nível mundial e que em Portugal 5,8 milhões acedem mensalmente àquela rede social (5,1 milhões por telemóvel), dos quais 4,5 milhões diariamente.

Para o director da marca emPortugal, quem queira fazer publicidade eficiente no Facebook tem de adoptar uma linguagem adaptada ao digital e, particularmente, aos telemóveis, perceber quais são os horários em que os clientes alvo vão à rede social e começar a medir o êxito dessa comunicação, «o que é um grande desafio».

Joana Carravilla e Thais Telezzi, da E.life Portugal, recordaram que a existência das empresas depende de terem clientes e por isso é preciso ouvir os clientes, dar-lhes efectiva atenção e não dar respostas pró-forma.

Contudo, consideraram que falar com máquinas com inteligência artificial será cada vez mais uma coisa natural, porquem permite um atendimento rápido, eficiente e simpático.

Previram que no futuro muitas pessoas, em vez de estarem à espera para serem atendidas, optarão por um atendimento virtual mais rápido e que responderá à maioria das questões.

Luciano Larrossa, autor e especialista de anúncios Facebook, afirmou que o «marketing automation» não está adaptado a potenciais clientes menos familiarizados com a tecnologia, o que exige que as pessoas estejam também presentes em força no marketing.

«Não se pode tirar a parte humana do processo por mais que se automatize, porque quem compra são as pessoas», observou, defendendo que é necessário combinar os processos automáticos com a interacção humana.

Sustentou que quem tiver interacção personalizada disporá de vantagens comparativas em relação aos que apostarem apenas na resposta automatizada.

Luciano Larrossa afirmou que a taxa de abertura de mensagens electrónicas (emails) é hoje muito inferior à de 2011, mas o correio electrónico continua a ser uma boa opção de contacto.

Aquele especialista considerou que hoje qualquer rede social serve para vender e que por vezes uma rede social com menos audiência pode ser melhor para uma empresa porque nela se concentram os seus clientes alvo.

Larrossa salientou que os preços da publicidade no Facebook ou no Instagram estão em Portugal muito baratos em comparação com outros países, seja para computadores, seja para telemóvel, o que representa uma oportunidade tremenda para pequenas empresas.

Vera Maia, consultora de comércio electrónico, defendeu a necessidade de fazer muitos testes para saber como cada empresa pode atingir o seu público alvo e através de que canais.

Acrescentou que, para as grandes empresas, a publicidade nas redes sociais tem de estar presente mas é preciso saber que redes utilizar para chegar aos seus clientes, a estratégia seguir e que ferramentas utilizar.

Vera Maia indicou que o comércio electrónico está a crescer em Portugal e as empresas nacionais estão a ter maior presença no digital e no comércio electrónico, mas os portugueses ainda compram mais em sítios estrangeiros do que nacionais.

Indicou que a fidelização dos clientes se faz prioncipalmente pela boa qualidade do serviço, observando que as empresas que entregam em 24 horas e perguntam ao cliente se tudo correu bem têm maior probabilidade de voltarem a ser procuradas e de fidelizar clientes, mas as empresas portuguesas estão pouco aí.

Frederico Carvalho, organizador do ClickSummit que vai na sua quarta edição anual, indicou que a maioria dos participantes no evento são das áreas de vendas e marketing, geralmente com conhecimentos intermédios ou avançado de ferramentas digitais e que os querem aperfeiçoar.

Revelou que nos dois dias do ClickSummit 2017 participaram cerca de 800 pessoas com uma idade média de 37 anos, e apontou como objectivo da organização manter a periodicidade anual do evento

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