Negócio cloud pesa cerca 10% nas receitas Oracle

Publicado em 04/05/2017 00:49 em Empresas

O negócio cloud pesa próximo de 10% nas receitas da Oracle Portugal, aproximadamente ao nível do peso médio da multinacional, indicou hoje Hugo Abreu, director-geral da Oracle Portugal.

Em encontro com a imprensa, o responsável da Oracle em Portugal prteviu que dentro de quatro anos o peso do negócio cloud ultrapasse os 20%, tanto em Portugal como na multinacional, no pressuposto de que se manterá o crescimento que se tem vindo a verificar no negócio na nuvem da companhia.

Indicou que com os níveis de crescimento actuais, as receitas cloud poderão duplicar em dois/três anos.

O director-geral da Oracle Portugal assinalou que a Oracle aposta na oferta de soluções em áreas de mercado onde possa ficar no primeiro ou no segundo lugar a nível global, recordando que amultinacional é claramente líder nalgumas áreas, como as bases de dados.

Hugo Abreu sublinhou que nas grandes empresas e nas grandes médias empresas a adopção de soluções tecnológicas na nuvem é mais lenta, mas nas pequenas e médias empresas (PME) é mais rápida por permitir a empresas de menor dimensão dispor de tecnologias que de outra forma não estariam à sua disposição em termos de custos e manutenção.

Observou que isto tem acontecido assim, tanto em Portugal como noutros países.

Hugo Abreu observou que as grandes empresas estão a ser confrontadas com a competição de novos actores de mercado, que, devido à nuvem, entram nas suas áreas de mercado com modelos de negócio online mais ágeis e disruptivos.

O director-geral da Oracle Portugal sustentou que hoje não há nenhum sector que não esteja a adoptar um ou outro serviço na nuvem, incluindo o sector publico, mas admitiu que nos próximos 10/15 anos não haverá uma mugança total de paradigma e os modelos cloud e on-premise vão coexistir.

Admitiu que há sectores onde a adopção do modelo cloud é mais difícil devido aos modelos de negócio ou à sua especifidade, como é o caso do sector público ou do sector financeiro.

Contudo, sublinhou que é possível usar o modelo cloud utilizando os servidores ou centros de dados próprios dos clientes.

O director-geral da companhia em Portugal disse que a cloud não é uma panaceia para todas as situações, mas defendeu que a nuvem permite novos modelos de consumo de tecnologias da informação e que novos actores do mercado estão a utilizar a cloud para serem mais competitivos

Hugo Abreu defendeu que nos sectores industriais o modelo cloud pode ter um grande impacto porque permite disrupções em toda a gestão dos processos, desde o fabrico até à gestão das relações com fornecedores e clientes, sucedendo algo semelhante no sector do retalho.

Relativamente a Portugal, Hugo Abreu admitiu que a crise afectou nos últimos quatro anos a inovação nalguns sectores, como o financeiro, porque para inovar é preciso capital para investir na transformação .

Assinalou que a inovação na banca está hoje muito longe do que se verificava há cinco anos.

João Borrego, director de pré-vendas da Oracle Portugal, disse que inicialmente a Oracle fez um conjunto de aquisições importantes na área de Software as a Service (SaaS), depois sentiu necessidade de implementar a oferta de Plataform as a Service (PaaS).

Indicou que a seguir a Oracle verificou que era necessário apostar na Infrastructure as a Service (SaaS) para os clientes poderem deixar de se preocupar com a gestão, aquisição e manutenção da infra-estrutura, e este é hoje um foco da oferta da multinacional, que disponibiliza serviços de oferta de tecnologia sempre actualizada, a nível de hardware e software.

João Borrego salientou que Portugal e os outros países seguem a estratégia global da corporação mas têm uma abordagem adaptada dessa estratégia, dando o exemplo de que a quota de bases de dados da Oracle em Portugal é muito superior à de outros países.

O director da Oracle revelou que a multinacional criou um programa específico para startups, que começou na Índia, para quem criou um conjunto de tecnologias específicas e fornecimento de consultoria, programa que já está activo em Israel mas a que as startups portuguesas também se poderão candidatar.

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