Inauguração do edifício Enter é um corolário da inovação PT

Inauguração do edifício Enter é um corolário da inovação PTPublicado em 27/04/2017 01:09 em Geral

O presidente e CEO do operador de telecomunicações PT considerou que a inauguração de um edifício para apoiar startups no âmbito do programa Enter «é um corolário do que a PT tem sido como empresa de inovação».

Falando na inauguração do espaço baptizado de Techtris House, num edifício da PT remodelado e situado próximo do Mercado da Ribeira, em Lisboa, Paulo Neves disse que o programa terá ligação à Altice Labs, que materializa a actividade de investigação e desenvolvimento (I&D) que a PT realiza há décadas.

Afirmou que a PT quer assegurar uma capacidade de inovação alargada e atrair cada vez mais talentos, recordando que em 2016 a empresa portuguesa do grupo Altice lançou o Prémio Inovação PT, para startups nacionais em fase de incubação e para finalistas de mestrados ou doutoramentos nas áreas de tecnologias da informação (TI), visando dinamizar o talento nacional.

O CEO da PT disse que a companhia quer contribuir para as mudanças que são necessárias para a transformação do país.

Acrescentou que as soluções que a PT oferece hoje aos seus clientes se baseiam também em parcerias que teve e recordou que o portal SAPO nasceu de uma startup de jovens universitários e é hoje uma das áreas mais importantes da PT.

Paulo Neves destacou que o projecto Enter, que apoia gratuitamente startups, tem como objectivo «dar e receber conhecimento» e indicou que já aí estão a trabalhar as primeiras startups, além de provisóriamente acolher os escritórios da Web Summit em Lisboa, também hoje inaugurados.

O presidente e CEO da companhia sublinhou que a inovação está no ADN da PT e indicou que a inauguração do espaço é a materialização de uma estratégia dirigida a startups mas também do espírito emprrendedor que está na base do grupo Altice.

Adiantou que a PT deve ser um elo de ligação entre academias e empresas e entre startups e indústria, salientando que os modelos estão a mudar e as startups encaram o mercado de uma forma muito mais disruptiva.

Para Paulo Neves, à PT interessam-lhe novos modelos e soluções disruptivas e criar sinergias com startups para o sucesso, que permitam desenvolver soluções únicas que se integrem no «roadmap» de produtos e serviços da PT, mas que possam também integrar o ecossistema de parceiros do operador.

O secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, disse quea PT foi a primeira grande empresa portuguesa a a perceber a importância da inovação e que entendeu há muitos anos que grande parte da inovação está nas startups e aprendeu a lidar com elas, antes de o empreendedorismo estar na moda.

Acrescentou que a PT também há muitos anos que trabalha com as universidades portuguesas.

João Vasconcelos considerou que um grande contributo que a PT deu ao país e à engenharia portuguesa foi pôr WiFi a funcionar eficazmente com engenheiros portugueses, indicando que esteve recentemente na Feira de Hannover onde aquela tecnologia de Internet sem fios não funcionou bem.

O Secretário de Estado destacou a inauguração do primeiro escritório internacional da Web Summit em Lisboa e defendeu que a realização da Web Summit no fim de 2016 na capital portuguesa ajudou a divulgar a marca Lisboa.

Garantiu que há grandes empresas a deslocalizar-se ou a criar departamentos em Portugal e a Web Summit contribuiu para isso.

Miguel Borges, responsável da PT pelo projecto Enter, revelou ao Falar de Economia e Tecnologia que o edifício tem Wifi com alta velocidade e foi projectado para cerca de 70 postos de trabalho em co-work, mas essa capacidade deverá ser alargada para cerca de uma centena.

Indicou que deverá haver espaços reservados para startups que estão a trabalhar com a PT.

Miguel Borges adiantou que o propósito do espaço é abrir a organização e inovação a entidades de fora, de preferência startups tecnológicas mas não apenas essas.

O espaço tem áreas de co-work, salas de reuniões, áreas de refeição, um laboratório e um auditório multifunções equipado para a realização de eventos.

O responsável pelo Enter destacou que o projecto não está fechado, ainda está em lançamento, e que o objectivo é desenvolver o negócio das startups em conjunto com o negócio da PT.

Miguel Borges revelou que a ideia é que haja alguma estabilidade da presença das startups, que estejamnolocal um mínimo de seis meses, embora possam estar mais. albergar startups que já tenham alguma maturidade, observando que depois essas novas empresas crescem e começam a ter requisitos de um espaço maior.

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