2010 ano recorde em novo software malicioso

Publicado em 25/11/2010 23:15 em Segurança Informática

A multinacional espanhola de software de segurança informática Panda estima que nos 10 primeiros meses de 2010 foram criados 20 milhões de novo software malicioso ou novas variantes do já existente, o que representa 34% do malware criado até agora e posiciona 2010 como ano recorde neste domínio.

Em média, foram criadas 63 mil ameaças à segurança informática por dia nos 10 primeiros meses do ano, que compara com 55 mil diárias em média do ano de 2009.

Apesar do número recorde de ameaças, a taxa de crescimento do novo malware tende a abrandar e, enquanto em 2003 e nos anos seguintes o malware duplicou anualmente, nos anos mais recentes apresenta taxas de aumento mais lentas e em 2010 deverá subir 50%, indica a companha Panda.

A companhia espanhola salienta que os dados sugerem que o mercado do cybercrime se encontra em pleno crescimento, apesar de em parte o aumento se dever a actividades criminosas de indíviduos com conhecimentos técnicos limitados mas que aproveitam inúmeras ferramentas informáticas disponíveis online na Internet.

O Panda salienta que, com o desenvolvimento do software de segurança, mais de metade (54%) das ameaças que surgem estão activas durante 24 horas e desaparecem a seguir.

Destaca também que, à medida que o software de segurança ganhou capacidades para detectar novo malware, os piratas informáticos vão introduzindo alterações às suas criações ou substituindo-as por novas, para escaparem à detecção.

O Panda revelou, entratanto, que a polícia holandesa desmantelou uma rede que difundiu o «trojan» (cavalo de Tróia) Bredlab, que infectou mais de 30 milhões de computadores.

Este software espião recolhia o maior número possível de dados do computador infectado e tinha capacidade para copiar, modificar ou eliminar ficheiros.

O Bredlab permitia roubar informação financeira, nomeadamente passwords de acesso a contas bancárias, porque incluia um «key logger» que registava as teclas em que os utilizadores carregavam, permitindo reconstituir passwords e outra informação teclada.

Ainda sem comentários