Facturação da Cilnet cresceu 18% em 2016

Publicado em 20/04/2017 02:29 em Empresas

O volume de negócios da tecnológica portuguesa de serviços de engenharia de tecnologias da informação (TI) Cilnet cresceu 38% no ano passado, para 17,7 milhões de euros, e os resultados operacionais aumentaram 50%, revelou Eduardo Matos, administrador da companhia.

Em conferência de imprensa, os administradores da Cilnet Eduardo Matos e João Martins revelaram que os centros de dados representaram a área mais importante de actividade, com um peso de 30% na facturação, seguindo-se a área de colaboração (27%), de segurança (16%) e de WiFi (10%), com as restantes áreas a somarem 17% no ano passado.

Indicaram que as receitas das áreas de serviços de operações de rede (NOC) e de operações de segurança (SOC), criadas em 2015, triplicaram.

Como aspectos salientes de 2016, os administradores da CIlnet citaram a redução para metade dos encargos financeiros com juros e comissões bancárias, um passivo bancário residual e medidas de corte de custos, nomeadamente com viaturas.

Apontaram, também, o facto de a empresa se afirmar desde 2013 como uma das 100 melhores empresas para trabalhar em Portugal e destacaram a importância de os trabalhadores se sentirem bem nas empresas.

Eduardo Matos e João Martins indicaram que a Cilnet decidiu alargar a sua oferta à cloud privada, com oferta de Contact Center as a Service, que fornece um serviço customizado e com o número de agentes que cada empresa necessita, com pagamento de uma tarifa mensal por agente.

Indicaram que a Cilnet tem uma seguradora como cliente relevante daquele serviço.

Anunciaram que a Cilnet desenvolveu o WiFi as a Service, com uma parceria com o Turismo de Portugal, com utilização de fundos comunitários, garantindo WiFi nas localidades históricas e um portal Internet onde os visitantes podem consultar os monumentos da zona onde estão, bem assim como ofertas de restauração e outras existentes no local.

Indicaram que através da triangulação do WiFi é possível determinar com uma precisão de 1 metro a localização das pessoas que levam um dispositivo com WiFi ligado, mas garantiram que são cumpridas todas as normas legais de informação dos utilizadores, «muito claras e inequívocas», e de protecção de privacidade.

Os administradores da empresa observaram que a Cilnet actua na cloud com soluções de nicho e diferenciadoras, desenhadas à medida, e não quer concorrer com os operadores que têm grandes clouds e com preços imbatíveis.

Eduardo Matos e João Martins anunciaram uma reformulação da oferta de serviços da Cilnet, com a carteira de serviços estruturada em quatro módulos (serviços profissionais, serviços de manutenção, serviços geridos e outsourcing de TI), com base numa arquitectura escalável e aberta, para garantir uma oferta integrada e global capaz de suportar o desenvolvimento de qualquer infra-estrutura tecnológica ao longo do seu ciclo de vida útil.

Os dois administradores destacaram a compra pela Findmore, no fim do primeiro trimestre de 2017, do capital que a EasyPeople detinha na Cilnet , permite uma possibilidade interessante de expansão geográfica da Cilnet para os países europeus onde a Findmore está presente.

Os responsáveis da Cilnet indicaram que houve uma mudança da abordagem dos objectivos para 2017, que passam a ser de rentabilidade e não de facturação, que decorre da aposta de serviços na nuvem com base no pagamento de tarifas mensais.

Contudo, garantiram que continuam a esperar crescimentos de facturação, ainda que o objectivo anunciado seja um crescimento de 20% na margem bruta em 2017.

Relativamente à internacionalização, assinalaram que, embora não tenha sido definida uma estratégia, a Cilnet deverá aproveitar sinergias decorrentes da presença da Findmore no estrangeiro.

Para os administradores da companhia, Portugal tem grandes vantagens na prestação remota de serviços de engenharia porque «a qualidade da engenharia portuguesa é inegável» e a parte de engenharia pode ser feita em Portugal com apoio de parceiros locais no estrangeiro.

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