Nokia revela um recorde de infecções móveis em 2016

Nokia revela um recorde de infecções móveis em 2016Publicado em 31/03/2017 00:56 em Segurança Informática

A multinacional finlandesa de telecomunicações Nokia revelou que se registou no ano passado um novo máximo de sempre em infecções de dispositivos móveis com malware.

O estudo da Nokia indica que as infecções de smartphones por malware cresceram quase 83% e representaram na segunda metade do ano passado 85% do total de infecções em dispositivos móveis e tiveram uma taxa média de infecções de 0,90% da totalidade dos smartphones.

O relatório da Nokia sublinha que em Outubro passado se atingiu 1,35% da totalidade dos dispositivos móveis comprometidos por malware, um máximo desde o início da produção do seu relatório, em 2012, reflectindo os riscos da Internet das Coisas (IoT) móvel e das fragilidades de defesa de muitos dos dispositivos IoT.

Indica que os dispositivos baseados no sistema operativo Android (Google) representaram 81% do total de infecções no segundo semestre de 2016, as infecções em sistemas Windows/PC (Microsoft) recuaram para 15% do total e o iOS (Apple) e outros sistemas operativos móveis representaram 4%.

Adianta que a base de dados da Nokia tem identificadas perto de 12 milhões de amostras de malware para Android e que em 2016 o malware Android aumentou 95% face a 2015.

A Nokia indica que os dispositivos IoT móveis foram comprometidos pelo botnet Mirai e participaram, em ataques de negação de serviço (DDoS) em massa, demonstrando a vulnerabilidade da IoT e a necessidade de medidas adicionais de segurança.

A Nokia considera que a indústria precisa de repensar as estratégias de desenvolvimento do IoT e encontrar novas formas de proteger esses dispositivos, que precisam de ser configurados, geridos e monitorizados com segurança.

[Uma das grandes preocupações com a explosão prevista de dispositivos ligados à Internet é que muitos deles têm sistemas operativos sem qualquer sofisticação e serão altamente vulneráveis aos ataques maliciosos].

Os investigadores de segurança concluíram que a taxa de infecções nas redes fixas residenciais de banda larga foi de 10,72% no segundo semestre de 2016.

A companhia finlandesa conclui que, à medida que as ligações à Internet se deslocam para dispositivos móveis, o cibercrime está a mover-se para o espaço móvel e os smartphones estão a tornar-se alvos de eleição.

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