Receitas da Glintt baixam mas resultados saem do vermelho

Publicado em 20/03/2017 16:43 em Geral

O volume de negócios da tecnológica Glintt baixou 3,9% no ano passado, para 66,09 milhões de euros, com as receitas de prestação de serviços a subirem 0,8%, para 53,52 milhões de euros, e as vendas a caírem 19,9%, para 12,57 milhões de euros.

Em comunicado de resultados, a tecnológica portuguesa do grupo ANF –Associação Nacional de Farmácias indica que regressou aos lucros em 2016, com um resultado positivo de mais de 383 mil euros, que compara com prejuízos superiores a 46,2 milhões de euros em 2015.

A Glintt indica que tem vindo a prosseguir a sua reorientação de estratégia para se focar na saúde e noutras áreas com maior valor acrescentado.

Recorda que no fim de 2016 a Glintt Energy concluiu a venda dos activos da Central Fotovoltaica de Évora e observa que as contas de 2016 apresentadas não incluem a Glintt Energy, por se tratar de uma operação descontinuada.

A Glintt indica que a evolução do volume de negócios no ano passado se deve quer à actividade nacional, quer internacional, em particular nas geografias Angola, Reino Unido e Irlanda.

Acrescenta, contudo, que a evolução favorável noutras regiões, nomeadamente Espanha, contribuiu para que o volume de negócios em mercados internacionais atingisse 28% do total.

Quanto aos resultados líquidos, a tecnológica do grupo ANF recorda que em 2015 avançou com uma profunda transformação estratégica que teve um impacto negativo nos resultados, particularmente devido às perdas registadas com operações alienadas e descontinuadas.

Quanto a perspectivas futuras, a tecnológica afirma que em 2016 já implementou um novo modelo organizativo, mais eficiente, e indica que no ano em curso vai manter o foco no sector da saúde, em especial nas farmácias e hospitais, e que vai continuar a investir noutras áreas onde tem competências e soluções próprias e diferenciadoras, sobretudo em consultoria aplicacional e de negócio.

Acrescenta que um dos pilares do novo modelo operativo é tornar mais robusta a internacionalização, reforçando a oferta nos mercados onde opera.

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