Capgemini facturou 12,5 mil milhões de euros em 2016

Publicado em 17/03/2017 14:08 em Empresas

A consultora Capgemini anunciou um volume de negócios de 12 539 milhões de euros em 2016, um aumento homólogo de 5,2%, e resultados operacionais de 1148 milhões de euros, um acréscimo de 12%.

Em comunicado de resultados, aquele consultora especializada em tecnologia e serviços de «outsourcing», revela que os seus lucros líquidos caíram 18%, para 921 milhões de euros.

A companhia indica que as receitas das áreas de digital e cloud cresceram 29% a taxas de câmbio constantes e já representam 30% das receitas anuais da Capgemini.

O conselho de administração propôs a distribuição de 1,55 euros por acção em 2016, mais 20 cêntimos de euro do que no ano precedente.

Por regiões, as receitas na América do Norte, que representam cerca de 30% do total, cresceram 14,5% a taxas de câmbio constante e no Reino Unido e Irlanda, que significam 16% do negócio, as receitas aumentaram 4,1%, dinamizadas pelo sector privado, que já representa 57% da actividade na região.

Observa que o Brexit não afectou a actividade no Reino Unido e Irlanda em 2016, ainda que a desvalorização da libra esterlina tenha induzido uma redução para 16% do peso da região nos negócios do grupo em euros.

A França, que gera um quinto das receitas do grupo, teve um crescimento homólogo de 5% no volume de negócios no ano passado, enquanto o resto da Europa, cresceu 5,3% a câmbio constante e contribui em 26% para as receitas da consultora, com a Alemanha e países nórdicos a apresentarem as taxas de crescimento mais elevadas.

As regiões Ásia/Pacífico e América Latina, que representam 8% do negócio da companhia, registaram um crescimento de facturação de 8,2% a câmbio constante, apesar de a contracção de actividade no Brasil pesar negativamente nas receitas da América Latina.

Para 2017, a Capgemini espera um crescimento no volume de negócios de 3% a câmbio constante e espera que as flutuações cambiais sejam irrelevantes, com a desvalorização da libra a ser compensada pela valorização do dólar dos EUA e do real brasileiro.

Acrescenta que no ano em curso prevê descontinuar a revenda de equipamentos no Brasil, que no ano passado gerou uma receita de 60 milhões de euros.

Paul Hermelin, presidente e CEO do grupo Capgemini, citado no comunicado, afirma que os resultados alcançados em, 2016 confirmam o «rápido desenvolvimento da Capgemini nos segmentos de mercado impulsionados pela inovação e pelo seu posicionamento como parceiro de eleição no que toca à transformação digital das empresas».

Acrescenta que, com a compra e integração bem sucedida da IGATE, a carteira de ofertas conjugadas do grupo, particularmente no que diz respeito às plataformas, é «um grande sucesso entre os clientes e que as grandes contas que advieram desta aquisição estão em franco crescimento».

A multinacional francesa de consultoria Capgemini, presente em mais de quatro dezenas de países, indica que ultrapassou os 193 mil trabalhadores no fim de 2016, um crescimento de 7% da sua força de trabalho.

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