Economia portuguesa cresceu 1,4% em 2016

Publicado em 14/02/2017 11:18 em Notícias economia

A economia portuguesa cresceu 1,4% homólogos em 2016, com uma clara aceleração homóloga no quarto trimestre do ano passado, segundo estimativas provisórias do Instituto Nacional de Estatística (INE).

O INE revela que no último trimestre o PIB português acelerou para um aumento homólogo de 1,9% e cresceu 0,6% em cadeia, abaixo dos 0,8% registados no terceiro trimestre.

Parece estar excluído um crescimento de 1,5%, que necessitaria de um crescimento em cadeia na ordem dos 0,9%, mantendo-se as estimativas de PIB em 2015 e três primeiros trimestres de 2016 apresentadas para o terceiro trimestre do ano passado.

O INE explica que o contributo da procura interna para o crescimento do PIB passou de negativo no terceiro trimestre para positivo no quarto, traduzindo principalmente uma melhoria do investimento, mas o forte aumento das importações levou a que a procura externa desse um contributo negativo para o crescimento.

Em termos anuais, o Instituto revela que o contributo da procura interna para a variação do PIB diminuiu, reflectindo a redução do investimento e, em menor grau, uma desaceleração do consumo privado e a procura externa líquida teve um contributo significativamente menos negativo do que em 2015.

Uma análise dos dados do INE indica que o crescimento poderia ser significativamente melhor se não se estivesse a verificar uma forte quebra do investimento público que o Governo de Passos Coelho promoveu e o actual intensificou para promover a redução do défice orçamental.

Os valores agora divulgados estão em linha com as previsões feitas neste sítio a 1 de Dezembro passado e que reproduzimos parcialmente:

O INE divulgou hoje as Contas Nacionais Trimestrais para o terceiro trimestre de 2016 que praticamente garantem um crescimento mínimo de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) e tornam provável um aumento de 1,3% ou superior na riqueza gerada em Portugal.

Os cenários de evolução em cadeia do PIB para o quarto trimestre revelam que mesmo com uma queda de 0,2% a evolução homóloga em 2012 se manteria em 1,2%.

E bastaria um aumento em cadeia de 0,1% no último trimestre, que seria o mais baixo verificado este ano, para o crescimento anual se situar em 1,3%.

Um crescimento em cadeia de 0,5% no quarto trimestre traria um aumento anual de 1,4% na riqueza produzida em 2016 e com um acréscimo de 0,9% em cadeia o crescimento anual subiria para 1,5%.

Os cenários estudados levam a apontar como mais provável um crescimento do PIB em 2016 de 1,3% (quase garantido) ou 1,4%.



Fernando Valdez

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