Google toma medidas contra «anúncios maus» em 2016

Publicado em 01/02/2017 18:50 em Internet

A Google anunciou ter tomado em 2016 medidas para combater os «anúncios maus», que conduziram à eliminação no ano passado de 1,7 mil milhões de anúncios (o dobro de 2015), por violarem políticas de publicidade da Google.

Num texto do director da Google Scott Spencer, publicado no blogue oficial da multinacional, a companhia indica que, entre outros, mais de 68 milhões de anúncios foram removidos por violarem políticas de publicidade a produtos de saúde, 17 milhões por promoção do jogo ilegal, 80 milhões por enganarem e chocarem os utilizadores, mais de 5 milhões que promoviam empréstimos de curto prazo e foram retirados 112 milhões de anúncios «trick to click» (anúncios que tinham uma hiperligação para carregar em «click» ou «click here»).

A Google indica que suspendeu 1300 contas por «tabloid cloacking» (anúncios disfarçados de notícias).

Spencer salienta que geralmente os Cloackers aproveitam os temas mais populares ou polémicos do momento para se fazerem passar por sítios de notícias mas quando as pessoas clicam numa história são encaminhados para sítios diferentes, por exemplo, de venda de produtos de emagrecimento.

A multinacional revela que nos dois últimos meses de 2016 analisou 550 sítios Web por suspeita de espalharem conteúdos deturpados e adoptou acções contra 340

por violação de políticas Google (deturpação de conteúdos e outras ofensas) e expulsou definitivamente da rede Google duas centenas de «publishers».

Scott Spencer afirma que os chamados anúncios maus promovem produtos ilegais e fazem ofertas irrealistas e, nalguns casos, pretendem levar os utilizadores a partilhar informação pessoal e/ou infectar os dispositivos com software malicioso, representando «uma ameaça para os utilizadores, parceiros e para a sustentabilidade da própria Internet».

Salienta que em Julho de 2016 a Google introduziu uma política para banir anúncios de empréstimos de curto prazo, que normalmente resultam em pagamentos inacessíveis com elevadas taxas de juro.

Acrescenta que ao abrigo dessa nova política já foram retirados mais de 5 milhões de anúncios.

Spencer alerta para que se alguém já se deparou com uma aplicação a ser descarregada no smartphone sem aviso prévio pode tratar-se de «self clicking adds». Adianta que em 2015 a Google eliminou uns milhares de «self clicking adds» mas em 2016 foram detectadas e desactivadas 23 mil.

Relativamente ao «tabloid cloacking», a Google refere que tomou medidas contra 47 mil sítios Web por promoverem conteúdo e produtos relacionados com produtos dietéticos, contra 15 mil por software não desejado e desactivou mais de 900 mil anúncios por conterem software malicioso.

Adianta que foram também suspensos seis milhares de sítios e seis milhares de contas por promoverem bens contrafeitos, como relógios.

Spencer recorda que muitos sítios Web e publishers utilizam as plataformas de publicidade da Google, como o AdSense, para ganharem dinheiro correndo anúncios Google nos seus conteúdos e, por isso, a companhia mantém políticas restritivas para manter as redes de conteúdos e de pesquisa seguras para anunciantes, utilizadores e publishers.

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