Apple com receitas recorde no primeiro trimestre fiscal

Apple com receitas recorde no primeiro trimestre fiscalPublicado em 01/02/2017 17:23 em Indústria

A Apple anunciou terça-feira resultados recorde no seu primeiro trimestre fiscal 2017, terminado a 31 de Dezembro passado, com um volume de negócios de 78,35 mil milhões de dólares (72,84 mil milhões de euros), um aumento homólogo de 3%.

Em comunicado de resultados, a Apple revela que teve um lucro de 17,89 mil milhões de dólares (16,64 mil milhões de euros), uma queda homóloga de 2,6%.

No trimestre fiscal em análise, a marca da maçã investiu 589 milhões de dólares (548 milhões de euros) em investigação e desenvolvimento (I&D), mais 26,4% do que no mesmo trimestre do exercício fiscal anterior.

O CEO da Apple, Tim Cook, citado no comunicado, destaca que as receitas no trimestre que inclui o Natal representaram o volume de negócios trimestral mais elevado de sempre e quebraram vários recordes, com os maiores números de sempre de vendas de iPhones, Mac e Apple Watch.

Acrescentou que as receitas de serviços também tiveram um forte crescimento.

Para o segundo trimestre fiscal (primeiro trimestre de calendário de 2017), a Apple espera um volume de negócios entre 51,5 mil milhões e 53,5 mil milhões de dólares (entre 47,9 mil milhões e 49,8 mil milhões de euros).

A quadra natalícia é tradicionalmente a mais forte época de vendas de equipamentos móveis e outros dispositivos electrónicos.

As vendas da Apple no continente americano cresceram 9% homólogos no primeiro trimestre fiscal, para 31,97 mil milhões de dólares (29,72 mil milhões de euros) e para a Europa aumentaram 3%, para 18,52 mil milhões de dólares (17,22 mil milhões de euros).

O volume de negócios na China recuou 12%, para 16,23 mil milhões de dólares (15,09 mil milhões de euros), no Japão subiu 18%, para quase 5,77 mil milhões de dólares (5,36 mil milhões de euros) e para o resto da região Ásia/Pacífico (excluindo China e Japão) progrediu 8%, para 5,86 mil milhões de dólares (5,45 mil milhões de euros).

No primeiro trimestre fiscal do exercício (último do ano civil 2016), a Apple vendeu um recorde de 78,29 milhões de iPhones, com receitas de 54,38 mil milhões de dólares (50,56 mil milhões de euros), com aumentos de 5% tanto em unidades como em valor.

No mesmo período, a Apple vendeu 13,08 milhões de iPads (menos 19%), que geraram uma receita de 5,53 mil milhões de dólares (5,14 mil milhões de euros), em queda de 22%, e colocou 5,37 milhões de computadores Mac (mais 1%), com receitas superiores a 7,24 mil milhões de dólares (6,74 mil milhões de euros),um acréscimo de 7%.

A Apple revelou que os serviços prestados cresceram 18%, para um recorde de 7,17 mil milhões de dólares (6,67 mil milhões de euros), e que os outros produtos (incluem Apple TV, Apple Watch, iPods e acessórios) geraram receitas de 4,02 mil milhões de dólares (3,74 mil milhões de euros), uma redução de 8%.

Jack Kent, director da IHS Technology, num comentário aos resultados, destaca que as vendas de iPhones no conjunto do ano civil de 2016 baixaram mas que o lançamento do iPhone 7 e do iPhone 7 Plus ajudaram a Apple a regressar ao crescimento, mostrando que o iPhone continua a ser o motor do negócio da Apple.

Sublinha que as vendas de iPhones representaram no trimestre passado 69% das receitas da marca da maçã, o peso mais elevado desde o primeiro trimestre do exercício fiscal de 2015.

Kent observa que os últimos resultados da Apple também mostram um aumento da receita por iPhone, indicando um aumento da popularidade do modelo de maiores dimensões, com melhor tecnologia de câmara fotográfica.

O director da IHS Tecnology admite que o forte crescimento da Apple no Japão esteja relacionado com o facto de os iPhones 7 e 7 Plus suportarem o sistema de pagamentos local FeliCa.

Adianta que o recorde de receitas de serviços está relacionado com um recorde de receitas da Apple App Store.

A IHS Technology observa que o mercado de smartphones está cada vez mais concentrado nos três maiores fabricantes: a Samsung, a Apple e a Huawei.

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