Dados são o novo petróleo da economia digital

Publicado em 26/01/2017 22:44 em Geral

Os dados são o novo petróleo da economia digital, defendeu hoje Andrew Sutherland, vice-presidente sénior da Oracle.

Falando hoje em Lisboa nos «Digital Day» da Oracle Portugal, Sutherland sublinhou que os dados na economia digital diferem do petróleo na economia tradicional porque o petróleo é usado uma vez e desaparece, enquanto os dados podem ser usados múltiplas vezes e quanto mais são usados mais valor geram.

Observou que os dados podem ser utilizados por múltiplas pessoas em diferentes lugares ao mesmo tempo e que o seu valor cresce quando são combinados com mais dados.

Aquele vice-presidente sénior da multinacional norte-americana de tecnologias da informação destacou que vivemos hoje num mundo com muitas incertezas, onde é preciso preparar o futuro com cautela.

A Oracle investe em investigação e desenvolvimento em média mais de 100 mil dólares por semana para proteger o futuro, não só o seu futuro como o futuro dos seus clientes, e para garantir que a sua tecnologia está disponível na nuvem, assegurou Andrew Sutherland.

«Investimos em investigação e desenvolvimento para satisfazer as necessidades dos clientes num mundo em mudança», afirmou.

O responsável da multinacional considerou que é importante para as empresas que vendem produtos e serviços saber o que os seus clientes compram mas também saber o que os consumidores em geral, incluindo os que não são clientes, compram no conjunto do mercado e observou que as companhias usam os seus próprios dados, compram dados e partilham dados.

Defendeu que a computação na nuvem oferece às empresas a possibilidade de dispor da tecnologia que precisam a preços mais baixos, gerando poupanças, e indicou que a Oracle disponibiliza uma cloud aberta, que suporta diferentes tecnologias e permite que todas as empresas mantenham os ambientes e tecnologias que usavam, e garante a segurança da informação.

No Digital Day, a Oracle apresentou resultados para Portugal de um inquérito internacional efectuado por Internet em Dezembro de 2016 a gestores de empresas com mais de 500 trabalhadores, que revela que a segurança é o maior obstáculo à adopção da cloud, citada em Portugal por 57% dos gestores interrogados.

Nos receiosde segurança manifestados, surge em primeiro lugar o medo de acesso não autorizado à informação da empresa, seguindo-se a fuga de informação de clientes e a perda permanente de dados.

Nas principais barreiras à adesão à computação na nuvem foram também citadas em Portugal a privacidade dos dados (focada por 53% dos gestores questionados), a largura de banda necessária (36%), a flexibilidade e o custo (30% para ambos os casos) e a formação de pessoal (26%).

Relativamente aos modelos de cloud que estavam a adoptar, 66% citaram a cloud privada, 55% a cloud hibrida e 49% a cloud pública.

Quanto à prioridade para os investimentos em cloud nos próximos 12 meses, o DaaS (Desktop como um serviço) foi citado por 30% dos inquiridos, a PaaS (Plataforma como um Serviço) teve 26% de respostas, IaaS (Infra-estrutura como um Serviço) 23% e SaaS (Software como um Serviço) 21%.

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