Smartphones activos deverão exceder 6 mil milhões em 2020

Publicado em 22/01/2017 17:48 em Geral

A base instalada de smartphones activos deverá exceder os 6 mil milhões de unidades em 2020, prevê a consultora e analista de mercados IHS Markit.

A IHS recorda que os smartphones e tablets representavam no fim de 2016 mais de 60% do total de dispositivos ligados à Internet, quando o seu peso não ia além dos 17% em 2008. Na África e Médio Oriente representam já mais de 80% dos dispositivos ligados à Net.

A IHS Markit antecipa, também, que em 2020 haverá 7,5 mil milhões de utilizadores de apps de comunicações e serviços de mensagens, que compara com 5 mil milhões no ano passado.

«Inovações no móvel, novos modelos de negócio e tecnologias móveis estão a transformar todos os mercados adjacentes à medida que a indústria móvel diversifica dos mercados maduros», considera Ian Fogg, director da IHS Technology..

As receitas dos smartphones fabricados em 2020 totalizarão 335 mil milhões de dólares (313 mil milhões de euros).

A consultora calcula que o gasto dos consumidores em aplicações móveis atingirá em 2020 os 74 mil milhões de dólares (69 mil milhões de euros), que compara com 54 mil milhões de dólares (pouco mais de 50 mil milhões de euros) no ano passado.

A analista espera que a África, Médio Oriente e América Latina sejam as regiões com maior crescimento das despesas com apps.

Jack Kent, director da IHS Technology, precisa que a América Latina deverá crescer a uma taxa média anual acumulada (CAGR) de 23% ao ano e a África e Médio Oriente a um ritmo médio de 18% ao ano.

Observou que a Ásia continuará a liderar a despesa no mercado de apps, com mais de metade do total do consumo, mas há muitas oportunidades para novas aplicações, pagamentos móveis e serviços móveis.

A IHS estima que o número de smartphones capacitados para serviços de pagamentos móveis vai evoluir de 2,7 mil milhões em 2016 para mais de 5 mil milhões em 2020.

Jack Kent salienta que o comércio e pagamentos móveis são centrais para a inovação móvel e serão críticos para o crescimento futuro e que os serviços móveis financeiros serão uma ferramenta vital para a inclusão financeira nos países emergentes, embora por todo o lado esses serviços sejam vistos como complementares ou como uma disrupção nos serviços de pagamentos e financeiros.

Destaca o lançamento de aplicações de serviços financeiros como o Apple Pay, o Android Pay ou o Samsung Pay e a integração de pagamentos via redes sociais ou aplicações de messaging.

Kent prevê que em 2017 os actores tecnológicos vão focar-se na integração de pagamentos e comércio como parte das suas plataformas móveis e ecossistemas tecnológicos, uma integração que abrangerá a sua carteira de dispositivos, apps, conteúdos e serviços.

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