Grupo jp aposta na internacionalização e em nova imagem

Grupo jp aposta na internacionalização e em nova imagemPublicado em 17/01/2017 21:57 em Empresas

O grupo jp anunciou hoje uma aposta forte na internacionalização do negócio, particularmente da educação, e na criação de uma nova identidade gráfica e corporativa.

Em encontro com a imprensa, o grupo tecnológico nacional fundado há 27 anos pelos irmãos Sá Couto e que se notabilizou pelo desenvolvimento do computador Magalhães para entregar às crianças das escolas primárias no âmbito do programa e escolinha, afirmou que a nova identidade foi necessária para criar uma marca que coloque sob o mesmo chapéu todas as empresas do grupo e que comunique a uma só voz.

Os irmãos João Paulo e Jorge Sá Couto indicaram que o jp.group, que tem como lema «inspiring people», está a mudar muito para os serviços e espera crescer a dois dígitos em 2017.

Nuno Oliveira, assessor da administração, afirmou que o grupo quer continuar a afirmar-se no mercado português das tecnologias da informação e comunicações (TIC), mas não pretende limitar-se a isso e quer aproveitar oportunidades de negócio em áreas complementares.

Adiantou que o grupo teve um volume de negócios superior a 350 milhões de euros, está presente em mais de 70 países de quase todos os continentes e emprega mais de três centenas e meia de pessoas. O negócio internacional representa 60% a 65% da facturação total.

Indicou que o grupo mantém as suas áreas tradicionais de actuação, na distribuição de tecnologias da informação (TI) e na educação, e posiciona-se em novas áreas de serviços, como integrador de serviços e em serviços de consultoria, e na área dos investimentos, que abrange actividades diversificadas, como os transportes, seguros, energias renováveis e imobiliário.

Nuno Oliveira assinalou que a JP Sá Couto, que ganhou notoriedade com os pequenos portáteis Magalhães, mantém-se na área das TI e da educação.

Indicou que a holding do grupo terá recursos partilhados para todo o grupo, que incluirá a jp.di (distribuição), a jp.ik (educação), as empresas de serviços e a área de investimentos.

João Paulo Sá Couto, presidente executivo (CEO), destacou que o grupo estará sempre atento a novas ideias e a novos projectos nas áreas em que actua, seja nas TI, seja na educação, onde ajuda países a prepararem o futuro.

A presença da empresa em sete dezenas de países da Europa, África, continente americano e Ásia está sobretudo ligada à aposta na área de educação, segundo os fundadores da empresa, que assinalaram também o investimento em startups com interesse para o negócio do grupo.

João Paulo e Jorge Sá Couto (presidente da empresa) assinalaram que o computador Magalhães destinado a crianças foi um processo digital integrador, que foi «o pontapé de saída para a internacionalização» e para a presença no resto do mundo.

Salientaram que a JP Sá Couto, com o Magalhães, esteve envolvida no primeiro projecto do mundo de entrega de um computador a cada criança do ensino primário e afirmaram que «o investimento de Portugal na educação digital foi um exemplo para o resto do mundo».

Os alunos portugueses do secundário que hoje estão bem posicionados nas olimpíadas da matemática são da geração Magalhães, afirmaram

João Paulo e Jorge Sá Couto indicaram que o projecto Magalhães, entretanto rebaptizado de Mymaga, já gerou para o grupo receitas acumuladas de mais de mil milhões de dólares, mas observaram que os projectos educativos precisam de continuidade e não podem estar dependentes das flutuações políticas.

A marca Magalhães só existiu em Portugal e os computadores similares utilizados em projectos educativos noutros países têm diferentes nomes locais, observaram.

Os fundadores do grupo salientaram que este está ligado ao desenvolvimento de várias fábricas de computadores que pertencem a entidade locais dos países onde foram construídas mas a que o jp.group acompanha, para onde exporta conhecimento e a quem presta assistência e consultoria.

Indicaram que em Portugal vão continuar a apostar na revitalização da marca própria de computadores Tsunami, que tem uma quota de cerca de 5% do mercado e factura cerca de 75 milhões de euros no mercado nacional.

Relativamente ao projecto educação, os responsáveis do grupo admitiram que os Chromebooks, netbooks que usam o sistema operativo Chrome, da Google, possam ser uma aposta futura mas sublinharam que aqueles dispositivos têm o problema de dependerem da conectividade, que não está generalizada em grande parte dos países onde o projecto educativo da jp está presente.

Por isso, a aposta ainda continua a ser nos processadores Intel e na Microsoft.

Relativamente às perspectivas de negócio para este ano, Jorge Sá Couto indicou que está dependente do desenvolvimento das empresas mais pequenas e previu que se o projecto das fotovoltaicas correr como se espera o grupo pode ter um forte crescimento em 2017.

Os responsáveis do grupo JP adiantaram que há dificuldades de recebimento tanto em países da América Latina como de África, sobretudo a partir da crise do petróleo.

Indicaram que os concursos públicos são sempre em moeda local mas os contratos são geralmente firmados em dólares e, quando são em moeda local, têm associados seguros de risco cambial.

Relativamente ao negócio de dispositivos móveis, Jorge Sá Couto disse ao Falar de Economia e Tecnologia que os telemóveis do projecto Iris, desenvolvidos pelo grupo jp e pela ADS (Airbus), robustos, de alta resistência, adaptados ao contexto de utilização e destinados principalmente à área militar e forças de segurança, serão lançados no mercado em 2018.

Quanto aos tablets O2, para a área da saúde, destinados sobretudo ao uso em contexto hospitalar, revestidos com uma camada antibacteriana, resistentes e com tecnologia NFC que identifica o funcionário que o utiliza, começaram já a chegar ao mercado e estão previstas para o ano em curso vendas de 12 mil equipamentos com um preço médio de 500 euros, o que significa uma facturação da ordem dos seis milhões de euros.

Adiantou que o grupo continua a ter em Portugal uma fábrica de assemblagem de computadores que produz os Tsunami e os Mymaga.

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