Tecnologia de análise grandes volumes dados está madura

Publicado em 13/01/2017 01:25 em Empresas

A tecnologia para análise de grandes volumes de dados está suficientemente madura, mas agora é preciso passar para a fase de dar aos utilizadores que não são especialistas em tecnologia a capacidade para se servirem desses dados no negócio, defendeu o director-geral da Qlik em Portugal, Carlos Jerónimo.

Em encontro com a imprensa, Carlos Jerónimo afirmou que a Qlik, uma empresa de origem sueca especializada em Business Intelligence (BI), é líder global na área de Visual Analytics.

O director-geral da Qlik em Portugal assinalou que a estratégia da companhia se baseia na facilidade de implementação e utilização das suas soluções patenteadas de Business Intelligence, num modelo associativo inovador que oferece capacidade para todos explorarem os dados e criarem associações de dados pessoais a partir de dados, de fontes internas e externas.

Indicou que tradicionalmente o BI era utilizado principalmente para relatórios de apoio à decisão mas a tecnologia patenteada da Qlik, com grande agilidade de utilização, permite navegar nos dados, relacioná-los e tirar conclusões significativas para o negócio, mesmo para utilizadores sem conhecimentos técnicos.

Carlos Jerónimo apontou como factores que explicam a importância do Business Intelligence a explosão de dados e conteúdos internos e externos às empresas, que implicam uma análise para retirar informação relevante para a tomada de decisão e o grande aumento da capacidade de computação, que torna viável o tratamento de enormes volumes de dados.

Observou que o crescimento do volume de dados pode conduzir a piores decisões de negócio por excesso de dados que geram uma poluição da informação se não houver capacidade para analisar esses dados e deles extrair informação relevante.

O director-geral da empresa em Portugal apontou grandes tendências do mercado de Business Intelligence que irão ajudar as criar as bases para o aumento da literacia dos dados.

Disse que a poluição da informação vai tornar-se um assunto crítico, para evitar a má informação e identificar a informação correcta, o «Big Data» será menos sobre tamanho e mais sobre a capacidade de combinar rapidamente dados para gerar informação específica, a visualização deverá tornar-se uma comodidade acessível a todos, tornando 2017 no ano em que as barreiras para acesso de não especialistas a grandes ferramentas analíticas serão virtualmente removidas.

Indicou que o BI moderno se vai tornar na nova arquitectura de referência e substituir o BI tradicional, bastante dependente dos analistas de dados. As organizações tiveram de repente acesso a enormes volumes de dados , criaram funções de analistas de dados, mas existe um défice da capacidade interna das empresas para lidarem com a velocidade de aumento do volume de dados.

Carlos Jerónimo assinalou que aquele défice de pessoas especializadas na área dos dados só pode ser coberto com tecnologia adequada que permita a pessoas sem essa especialização analisarem os dados, passando o foco do BI das análises avançadas para as análises de evolução.

Previu que os mundos digital e físico vão conhecer a analítica, que estará em todo o lado e em tudo, apontando o Pokemon Go como um indicador das próximas mudanças depois da mobilidade.

O responsável da Qlik afirmou que continuará a haver nas organizações grupos especializados que fazem as aplicações analíticas, mas que são reaproveitadas por toda a organização para fazer novas análises.

Considerou que a análise de dados evoluirá para uma lógica que abrange toda a cadeia de valor das empresas e organizações.

Segundo Carlos Jerónimo, a Qlik, criada em 1993 na Suécia e actualmente com sede nos Estados Unidos, emprega 2500 trabalhadores, conta com 40 mil clientes em mais de uma centena de países, dispõe de 1700 parceiros de negócio e a sua facturação cresceu a uma taxa média anual (CAGR, na sigla inglesa) de 30% nos últimos 10 anos.

Precisou que em 2015 a companhia teve um volume de negócios de 612 milhões de euros.

O director-geral em Portugal adiantou que a empresa está presente em todos os sectores de actividade e com clientes de diversas dimensões, destacando que são clientes da Qlik as cinco maiores farmacêuticas do mundo, oito dos 10 maiores bancos à escala global e cinco dos sete maiores grupos retalhistas.

Afirmou que em Portugal a empresa tem dezenas de clientes e conta com 20 parceiros em duas categorias, uma das quais de consultoras que são integradores de sistemas e fazem implementação de soluções de BI.

Revelou que o peso dos parceiros na facturação da Qliq em Portugal está a crescer e representa mais do que o negócio directo e deu como exemplo de empresas clientes em Portugal a Galp, REN, EDP, Cimpor, Portucel/Soporcel, Sonae Indústria, NOS e Unicer, mas também clientes mais pequenos como redes de lojas ou do sector dos vinhos.

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