Compras smartphones no consumo devem crescer em 2017

Compras smartphones no consumo devem crescer em 2017Publicado em 05/01/2017 23:14 em Equipamentos

Depois da queda no ano passado para um mínimo de três anos, as vendas de smartphones a consumidores deverão aumentar em 2017, dinamizadas por maior segurança, novas funções e melhor desempenho, segundo a consultora Accenture.

Com base num inquérito por Internet a 26 mil pessoas de 26 países, com idades entre os 14 e os 55 anos, a consultora estuda a procura dos consumidores para vários dispositivos ligados à Internet.

A companhia assinala que a procura de smartwatches e wearables de fitness deverá manter-se fraca no ano em curso devido aos preços altos e às preocupações que aqueles dispositivos recorrentemente suscitam em relação à segurança e à privacidade dos dados pessoais.

Mais de metade (54%) dos 26 mil entrevistados dizem que planeiam comprar um smartphone este ano, que compara com 48% em 2016.

A Accenture indica que os chineses, com quase três quartos (74%) dos inquiridos a indicar a intenção de comprar um smartphone, são o principal factor da inversão de tendência em 2017.

Acrescenta que a percentagem dos que pensam comprar smartphones também cresceu na Índia (de 68% em 2015 para 79% no ano em curso) e nos Estados Unidos, de 38% para 52%.

Entre os consumidores entrevistados, a principal razão justificativa das intenções de compra era a possibilidade de acesso a funções e funcionalidades novas e mais inovadoras, citada por 51% dos inquiridos, que compara com 41% no ano passado, indicou David Sovie, director-geral do negócio de electrónica e alta tecnologia da Accenture.

Acrescentou que outra razão para a compra de um smartphone novo, apontada por 45% dos entrevistados (33% no ano passado), foi a insuficiência de capacidade e desempenho dos dispositivos que possuem e a baixa de preços prevista para aqueles equipamentos.

Sovie observou que há uma crescente procura de serviços ligados à inteligência artificial, como os assistentes pessoais por voz, e previu que 2017 é o ano em que a inteligência artificial se tornará uma componente essencial de dispositivos de consumo.

Os entrevistados foram este ano questionados pela primeira vez sobre equipamentos digitais comandados por voz como o Amazon Echo ou o Google Home, baseados na inteligência artificial e que reconhecem os comandos de voz humanos. Apenas 4% dos inquiridos afirmou possuir um desses dispositivos, mas quase dois terços deles (65%) disseram que os usavam regularmente.

A consultora disse que os assistentes por voz nos smartphones também são crescentemente populares à medida que a tecnologia de inteligência artificial melhora claramente. Os jovens consumidores lideram a sua adopção, com 84% dos inquiridos na faixa etária dos 14 aos 17 anos a dizerem que usam esta tecnologia ou pretendem usá-la.

Na amostra total, há também aceitação da inteligência artificial, com 60% dos respondentes a manifestarem-se interessados em assistentes pessoais de saúde e 59% em assistentes de viagem inteligentes.

Quase nove em cada 10 inquiridos (87%) disseram estar preocupados com a segurança das transacções financeiras na Internet e 89% manifestam-se inquietos com a possibilidade de companhias ou sistemas que não autorizaram poderem dispor da sua informação financeira, acrescenta.

A Accenture salienta que a boa notícia para os fabricantes de telefones móveis é que os consumidores confiam mais neles para acederem aos seus dados pessoais do que nos operadores de telecomunicações, nas companhias de motores de buscas ou, mesmo, do que nos bancos.

Confiam nos fabricantes de dispositivos 37% dos que responderam à sondagem, acima dos 31% de 2015, mas só 36% confiam nos operadores de telecomunicações (queda face aos 42% do ano passado) e apenas 13% confiam nos fornecedores de motores de busca, menos 10 pontos percentuais do que há um ano.

O inquérito revela que só 14% dos respondentes prevêem comprar este ano um wearable, de fitness ou smartwatch, praticamente inalterado face aos 13% de 2015, indica a consultora.

David Sovie destaca que há uma grande preocupação dos consumidores com a sua privacidade e a possibilidade de os seus dados pessoais serem comprometidos ou roubados em wearables e que os preços daqueles dispositivos continuam demasiado altos.

Quase metade (46%) admitiram comprar para casa câmaras de vigilância ligadas à Internet nos próximos cinco anos e 12% que o farão este ano, contra 8% que deram idêntica intenção de compra no ano passado, revela a consultora.

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