Receitas operadores móveis com IoT atingem 11 mil milhões euros em 2016

Publicado em 28/12/2016 23:50 em Operadores / Serviços

A consultora e analista de mercados sueca Berg Insight prevê que os operadores de telecomunicações móveis vão obter este ano receitas de cerca de 11 mil milhões de euros com a Internet das Coisas (IoT, na sigla inglesa).

Tobias Ryberg, analista sénior da Berg Insight, destaca que «quando o IoT foi projectado a principal métrica financeira não eram as receitas».

«Hoje o mercado entrou numa nova fase em que a dura realidade dos negócios prevalece sobre os nobres projectos», acrescenta.

Ryberg salienta que a conectividade sem fios é agora quase ubíqua e deverá haver 500 milhões de ligações IoT sobre redes móveis em 2017, mas com receitas relativamente pequenas.

A Berg Insight estima que o ARPU (receita média por cliente) não foi em 2016 além 1,40 euros, com grandes variações regionais, desde menos de 30 cêntimos de euro em algumas economias emergentes até 3 euros nalguns mercados desenvolvidos menos competitivos.

A Berg afirma que identificar estratégias de sucesso para subir na cadeia de valor é o maior desafio do IoT para os operadores móveis, observando que para os grandes operadores móveis em países com indústria automóvel aquele mercado será um ponto de partida natural.

Observa que grandes operadores de telecomunicações móveis como a AT&T, Vodafone, Verizon ou Deutsche Telekom estabeleceram práticas dedicadas a apoiar fabricantes automóveis no desenvolvimento de soluções de veículos ligados à Internet para o mercado global. A Verizon e a Vodafone fizeram aquisições estratégicas de empresas de telemática.

Para operadores mais pequenos, a estratégia alternativa poderá passar por desenvolver um ecossistema alargado e vender soluções IoT de parceiros preferenciais, sublinha a consultora.

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