Kaspersky: dez grandes ciberameaças em 2017

Publicado em 28/12/2016 23:17 em Segurança Informática

A empresa russa de segurança informática Kaspersky prevê que no próximo ano vai crescer a actividade dos «hacktivistas», que obtêm informações e publicam o seu conteúdo, em nome de um bem maior, sem intuito de lucro.

Em comunicado, a Kaspersky espera um crescimento da obtenção ilegal de informações com fins agressivos, tentando explorar a disposição das pessoas para aceitarem essas informações, com manipulação de dados ou sua divulgação de forma selectiva.

A multinacional russa antecipa que, com os ciberataques a desempenharem um papel cada vez mais importante nas relações internacionais, a imputação de culpas vai tornar-se um tema central na acção política e deverá verificar-se o uso generalizado de informações erradas para «turvar as águas de atribuição de culpas», que podem dar origem a retaliações.

A companhia de cibersegurança destaca que, com as infra-estruturas críticas e os sistemas de produção ligados à internet e na maioria das vezes mal protegidos, os cibercriminosos vão tirar partido dessas falhas para realizar sabotagens, sobretudo em momentos de tensão geopolítica.

Acrescenta que vai haver mais investidas de ciberespionagem direccionadas para telemóveis, beneficiando do facto de as indústrias de segurança terem dificuldades de acesso total aos sistemas operacionais móveis para análise forense.

A Kaspersky espera um aumento de interesse do cibercrime pelos sistemas de pagamentos, à medida que aqueles se tornam cada vez mais populares e comuns, e prevê a mercantilização dos ataques financeiros, com recursos especializados disponíveis para venda em fóruns de cibercriminosos.

Antecipa, também, a continuação do crescimento dos ataques de ranmsomware e o surgimento de ataques «Skiddie», que bloqueiam a informação de forma permanente e em que as vítimas não recuperam os seus dados mesmo que paguem o resgate. Admite que este malware pode promover uma mudança de atitude das vítimas, recusando pagar as verbas pedidas pelos criminosos para desbloqueio dos dispositivos.

A Kaspersky diz que, com o lançamento constante de novos dispositivos ligados â Internet de forma insegura, a Internet das coisas (IoT, na sigla inglesa) levará os piratas informáticos a tentar aproveitar as oportunidades criadas pela IoT.

A companhia russa espera ver em 2017 a utilização de ferramentas de «tracking» (seguimento dos utilizadores) usadas na publicidade digital para vigiar supostos activistas ou dissidentes políticos ou por indivíduos com conhecimentos avançados de ciberespionagem para alcançarem objectivos específicos.

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