Encomendas públicas 2009 explicam queda vendas PC em 2010

Publicado em 18/11/2010 23:44 em Equipamentos

O Director-geral do grupo de sistemas pessoais da HP, Pedro Botte, sublinhou hoje que a queda das vendas de computadores pessoais (PC) nos três primeiros trimestres de 2010 se deve ao facto de 2009 ter tido grandes encomendas públicas, ao contrário de 2010.

Em encontro com a imprensa para apresentação da estratégia da HP e de novos produtos lançados pela marca, Pedro Botte assinalou que as vendas de computadores pessoais aumentaram em 2009 em Portugal no pico da crise económica, em contraciclo, e diminuiram no resto da Europa.

Acrescentou que se expurgarmos as vendas de 2009 das entregas dos programas e.escolinhas (Magalhães) e e.escolas, que representaram quase um terço das vendas, o mercado português de PC também caiu em 2009.

Nos três primeiros trimestres de 2010 as vendas de computadores caíram 32% quando a Europa já estava em forte recuperação, com as vendas para o Estado e grandes empresas a diminuirem 66%, explicou Botte, salientando que esta diminuição é também explicada por flutuações nas encomendas públicas.

O Director-geral de sistemas pessoais da HP assinalou que a marca foi líder nas vendas de computadores e estações de trabalho no conjunto dos nove primeiros meses do ano em curso e explicou a queda da HP para terceiro lugar nas vendas de computadores no terceiro trimestre pela entrega de Magalhães pela JP Sá Couto e por uma forte aposta da Acer no mercado português.

Previu que as medidas de contenção orçamental vão ter impacto no mercado de TI e provocar o abrandamento da procura e observou que nas empresas já se verifica um grande aumento do intervalo de substituição dos equipamentos informáticos e, nalguns casos, inclusivé a opção por só substituir as máquinas quando estas avariam.

Pedro Botte sublinhou que a HP identificou como tendências globais mais importantes do mercado informático a transformação digital, a computação em núvem, o próximo passo da Internet em que tudo pode ser acedido como serviço, e a sustentabilidade ambiental.

Aquele responsável da HP considerou que 2011 será o ano de pequenos dispositivos móveis como tablet PC ou «pads» e dos dispositivos com ecrãs sensíveis ao toque («touch screen»).

Acrescentou que a HP vai também apostar no próximo ano em áreas como os terminais de facturação POS e estações de trabalho mais pequenas e trabalhar novos segmentos dos mercados empresarial e de consumo.

Alexandre Silveira, director da HP, e Pedro Coelho, gestor de produto, apresentaram os últimos lançamentos da HP, incluindo um ecrã «touch screen» de grandes dimensões para utilização em locais públicos e uma estação de trabalho com cerca de dois terços do tamanho normal mas sem perda de capacidade.

Alexandre Silveira recordou que o primeiro ecrã da HP sensível ao toque foi lançado há 25 anos.

A HP está a lançar também um ecrã de grande resolução com cores intensas que permite ver as imagens a cores tal como elas vão sair na impressão, novos computadores e notebooks com design melhorado, um servidor portátil para utilização por empresas ou em arquitectura, e o primeira tablet PC da marca para uso profissional, ultra-fino e sensível ao toque.

Os responsáveis da HP assinalaram que a marca está também a inovar na área do software, com as aplicações HP MediaSmart, HP TouchSmart, HP QuickLook e HP QuickWeb, focadas na melhoria da experiência de utilização dos equipamentos pelos consumidores.

Ainda sem comentários