Não será a curto prazo que robots farão o que está na imaginação das pessoas

Não será a curto prazo que robots farão o que está na imaginação das pessoasPublicado em 10/11/2016 00:18 em Web Summit

O CEO da Softbank Robotics, Rodolphe Gelin, afirmou hoje na Web Summit que não será a curto prazo que os robots farão o que está no imaginário das pessoas.

Falando em conferência de imprensa e no painel «um robot para todas as lojas, casas e hospitais», Gelin apresentou o robot humanóide Pepper, desenvolvido pela Softbank Robotics, que estando equipado com sensores, câmaras, microfone e software de reconhecimento facial e sendo capaz de falar em inglês e fazer gestos, tem as suas capacidades dependentes das aplicações que nele são instaladas.

Como analogia, explicou que os robots hoje são como um smartphone cujas funcionalidades dependem das aplicações que nele são colocadas.

Rodolphe Gelin disse ao Falar de Economia e Tecnologia que, nesta deslocação ao Web Summit, teve contactos com a tecnológica portuguesa Bold Internacional sobre a possibilidade de aquela empresa portuguesa desenvolver software para o Pepper.

Indicou que já foram vendidos bastantes unidades para lojas [incluindo para mais de uma centena de lojas do grupo Softbank] e considerou o Pepper um robot humanóide «muito prometedor» mas longe do que as pessoas imaginam com a ficção científica.

Gelin revelou que a empresa está a preparar aplicações interessantes e úteis para o robot e que é nessa perspectiva que decorreram os contactos com a Bold.

Exemplificou que o Pepper tem um mercado atraente, já que pode, por exemplo, ajudar na interacção com crianças autistas, servir como atracção em lojas (está previsto que venha a receber encomendas em restaurantes de uma marca de pizzas).

O CEO da Softbank Robotics, que tem investigação e desenvolvimento em França, Estados Unidos e Japão, indicou que o robot humanóide está disponível no Japão pelo equivalente a 15 mil euros, mas ainda é barulhento, tem uma manipulação complexa e a coordenação dos seus movimentos é um trabalho difícil.

Garantiu que os robots irão sendo cada vez mais hábeis mas antes de termos robots multitarefa com maiores capacidades ainda teremos de esperar longos anos.

Rodolphe Gelin admitiu que os robots poderão no futuro substituir trabalhadores humanos mas também vão gerar novos empregos, nomeadamente para a sua programação e manutenção.

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