Benefícios Web Summit para startups portuguesas vão ver-se a prazo

Publicado em 09/11/2016 01:15 em Web Summit

Os benefícios da realização da Web Summit para as startups portuguesas vão ver-se a mais longo prazo, considerou Paddy Cosgrave, CEO da empresa irlandesa organizadora do maior evento europeu de tecnologia.

Em encontro terça-feira com a imprensa, o CEO da Web Summit salientou que até recentemente Portugal «não estava nos radares do mundo».

Paddy Cosgrave lembrou que a ideia inicial da Web Summit, que se realizou pela primeira vez há seis anos em Dublin com 400 pessoas, era reunir executivos das grandes empresas de tecnologia e software.

Hoje, no evento de Lisboa, estão presentes executivos de diversos sectores de actividade, como a construção automóvel, assim como startups, observou.

Cosgrave destacou que as formalidades decorrem durante o dia mas é à noite, durante a «night summit», que se fazem muitos negócios, que continuarão a concretizar se ao longo dos próximos meses.

Questionado sobre o futuro da Web Summit, Cosgrave disse que o futuro é até quinta-feira, está aqui nos próximos dias.

À pergunta sobre se o evento de Lisboa não se tornou demasiado grande, Paddy Cosgrave disse que no segundo ano da Web Summit estiveram 800 pessoas e alguns disseram que era muito grande.

Sustentou que a dimensão de um produto mede-se pelo número de pessoas que o consideram suficientemente bom.

O CEO da empresa organizadora revelou que a Web Summit está a usar enormes quantidades de dados nas comunicações através da sua app, adiantando que só durante a manhã de terça-feira foram enviadas centenas de milhares de mensagens através da aplicação Web Summit.

Relativamente à participação de mulheres na Web Summit, afirmou que no ano passado a participação foi de cerca de 10%, que é uma participação ridícula, mas em Lisboa este ano ronda os 40%.

Acrescentou que a conferência está a tornar-se global, com participantes de todo o mundo, designadamente da América do Norte e da Ásia.

Paddy Cosgrave considerou um erro presumir que toda a tecnologia é boa, a tecnologia é neutra mas há algumas tecnologias extremamente perigosas e que podem mesmo destruir o mundo.

Mas as mudanças tecnológicas são uma coisa boa, afirmou.

Revelou que mais de 90% dos gestores de topo a quem perguntaram se os governos estavam preparados para as mudanças introduzidas pela inteligência artificial responderam que «seguramente não».

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