Um quarto empresas nacionais sofreu ciberataques último ano

Publicado em 04/11/2016 01:07 em Segurança Informática

Um quarto das empresas portuguesas sofreu ciberataques nos últimos 12 meses, segundo estimativas para a Europa da Marsh, líder mundial em corretagem de seguros e consultoria de risco.

Segundo um inquérito da Marsh a empresas europeias, 38% das empresas portuguesas colocaram as ameaças informáticas no top 5 dos seus riscos corporativos.

Mais de metade (53%) das empresas inquiridas em Portugal admitem poder ser afectadas por uma situação de ciberataques, mas 55% diz não ter estimativas do impacto financeiro de um cenário desse tipo.

Três em cada cinco empresas portuguesas apontaram a interrupção do negócio como o pior cenário em caso de ataque informático.

No entanto, mais de metade (52%) das companhias nacionais não estabeleceram um plano financeiro para a eventualidade de um ataque e apenas 14% disseram ter já subscrito um seguro para cobrir ciberataques, segundo a Marsh.

Mais de 61% das organizações portugueses inquiridas disseram que nunca foram questionadas por bancos, entidades reguladores ou clientes sobre a existência de políticas de segurança na área das tecnologias da informação (TI).

Mais de três quartos das companhias nacionais (76%) identifica o departamento de TI como o responsável dentro da organização pela gestão dos riscos cibernéticos, de acordo com o estudo da Marsh.

A Marsh conclui que as empresas europeias estão mais atentas aos riscos cibernéticos, em grande parte devido à sua falta de preparação para fazer face ao número crescente de ameaças na Internet.

Observa que no caso português apenas 31% das empresas revelaram um conhecimento completo sobre este tipo de riscos.

O estudo, com base em respostas de 700 empresas europeias, mostra que 69% das empresas inquiridas acreditam que os maiores factores de risco são erros operacionais e humanos, incluindo as perdas de dispositivos móveis que possam comprometer dados importantes.

Quase um quarto (24%) das empresas europeias participantes identificou a interrupção do negócio como o pior cenário de perda associado aos riscos informáticos.

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