Ano fiscal 2016 foi recorde para Oracle Portugal

Publicado em 28/10/2016 00:14 em Geral

O ano fiscal 2016, concluído a 31 de Maio, foi o melhor ano da Oracle em Portugal, garantiu o director-geral da Oracle Portugal, Hugo Abreu.

Em encontro com a imprensa, Hugo Abreu precisou que as receitas de software no ano fiscal passado cresceram a três dígitos, ou seja, mais do que duplicaram, e o negócio total cresceu a dois dígitos, «dois dígitos substancialmente gordos».

Bruno Morais, director de vendas da Oracle Portugal, indicou que o software representa 60% a 70% da facturação da Oracle em Portugal.

Afirmou que a Oracle está «num momento único pelos resultados do primeiro semestre do ano fiscal 2017 e porque Portugal está um pouco acima do que seria esperado.

Hugo Abreu revelou que o crescimento do negócio na nuvem (cloud) já mais do que compensa a quebra esperada do negócio tradicional e adiantou que o negócio cloud representa 7% a 8% das receitas totais a nível global, apresentando em Portugal um peso da mesma ordem de grandeza.

Previu que no final do ano fiscal 2017 o negócio cloud da Oracle poderá representar já 10% ou mais das suas receitas totais.

O director-geral da Oracle Portugal precisou que um dos focos do evento Oracle Open World foi a Infra-estrutura como um Serviço (IaaS, na sigla inglesa), que é a base das soluções cloud.

Bruno Morais disse que a Oracle é o fabricante que mais cresce na cloud e aquele que tem a oferta mais completa do mercado, observando que o IaaS permite que, independentemente de quais são os seus fornecedores de hardware, pegue na sua informação e a coloque na cloud da Oracle.

Os responsáveis da Oracle Portugal destacaram que o negócio cloud da Oracle atingiu os 969 milhões de dólares no primeiro trimestre, que a empresa tem mais de 20 mil clientes na nuvem e que é o fabricante que actualmente mais cresce na cloud.

Observaram que o objectivo é manter um crescimento muito sólido na área cloud, que tem uma margem de 60% actualmente, para permitir manter o crescimento do volume de negócios total.

Hugo Abreu garantiu que a Oracle insiste muito no «Customer Choice» (escolha do cliente), que permite às empresas decidirem se querem estar na cloud, no suporte tradicional ou ter uma solução hibrida. Sublinhou que a Oracle tem actualmente praticamente toda a sua oferta disponível preparada para a cloud

Observou que quanto mais pequeno for o cliente mais fácil é passar toda a sua informação para a cloud, mas que isso se torna mais difícil à medida que aumenta a dimensão da organização, e destacou que muitos clientes mais antigos têm uma herança que pode implicar que o modelo tradicional tenha de coexistir com a cloud por mais 10 ou 15 anos.

O director-geral da Oracle Portugal destacou que a companhia quer ajudar os clientes a fazer a transformação dos seus negócios, seja num modelo tradicional, seja na cloud, assegurando que os clientes que optarem por tecnologia Oracle num modelo tradicional poderão em qualquer altura fazer facilmente a transição para a cloud pública da companhia.

Os responsáveis da Oracle em Portugal afirmaram que a Internet das Coisas (IoT, na sigla inglesa) é um tema muito importante para a Oracle, é uma das áreas de maior crescimento e onde a companhia estará presente em ecossistema com os seus parceiros.

Garantiram que o IoT fará sempre parte do negócio central da Oracle, uma empresa que nasceu do armazenamento e gestão da informação.

Para Hugo Abreu, o problema dos clientes é se conseguem rentabilizar o

e monetizar os grandes volumes de informação gerados pela IoT.

Hugo Abreu disse que a Oracle dispõe de uma oferta diversificada para todos os sectores de actividade e tem foco nas telecomunicações, utilities, sector público, segurança social, sector financeiro, que apesar da quebra do investimento em tecnologias da informação (TI) continua a ser importante para a Oracle, e o sector da distribuição.

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