Portugueses a comprar online duplicaram em 5 anos

Publicado em 12/10/2016 01:35 em Internet

A percentagem de portugueses que fez compras online em 2015 atingiu os 30%, o dobro dos 15% que em 2010 fez aquisições pela Internet, segundo um estudo da IDC hoje divulgado no ACEPI Digital Portugal Summit, a decorrer em Lisboa.

O estudo sobre a economia digital em Portugal, apresentado pelo presidente da ACEPI, Alexandre Nilo Fonseca, prevê que em 2025 cerca de 60% dos portugueses comprem na Internet, um nova duplicação no espaço de 10 anos.

O presidente da ACEPI indicou que no ano passado os residentes no país gastaram 3 803 milhões de euros online, quase o dobro dos cerca de 2,03 mil milhões de euros gastos em 2010, e previu que em 10 anos as despesas bastante mais do que dupliquem, para 9,19 mil milhões de euros.

O estudo indica que 80% dos que já compraram online já fizeram aquisições em sítios Internet estrangeiros e que 45% das compras Internet de portugueses foram realizadas em sites estrangeiros. Apenas 16% dos portugueses que já compraram online nunca o fizeram em sítios Internet não portugueses.

Quase metade (49%) dos portugueses já compraram em sites do Reino Unido, seguindo-se de muito perto a China, com 48%, e só bastante depois a Espanha, com 34%.

Nilo Fonseca revelou que os sites estrangeiros mais procurados por portugueses que compram na Internet foram o eBay (54%), a Amazon (38%), o Booking (35%) e, no quarto lugar, o site chinês AliExpress, com 28%.

Adiantou que os produtos e serviços mais comprados por portugueses na Internet foram o alojamento (46%), bilhetes de transportes (40%), vestuário e acessórios de moda (39%), bilhetes para espectáculos (34%), livros (31%), equipamentos móveis e acessórios (27%), artigos para o lar (24%) e equipamento informático (23%).

O presidente da ACEPI referiu que as apps internacionais mais utilizadas por portugueses foram a Netflix (16%) a Uber (11%) e a airbnb, um sítio internet de aluguer de alojamentos locais em todo o mundo, com 9%.

Nilo Fonseca observou que os meios de pagamento mais utilizados nas compras pela Internet feitas a partir de Portugal foram em primeiro lugar o Multibanco, seguindo se as transferências bancárias, o cartão de crédito, o paypal, o MBNet e o MBWay.

As empresas e o Estado fizeram no ano passado 58,58 mil milhões de euros de compras por Internet, um forte crescimento face aos quase 30,71 mil milhões de euros de 2010, e o estudo prevê que ascendam a 132,78 mil milhões de euros em 2025, mais do que duplicando em 10 anos.

Quase duas em cada cinco (38%) empresas portuguesas estão presentes na Internet. Mais de quatro quintos (81%) dessas empresas têm um site próprio, 23% têm uma página em directórios de empresas, 60% têm página em redes sociais e 58% vendem online em site próprio e 15% em sites de terceiros.

Mais de metade das empresas nacionais (51%) com presença na Internet têm pelo menos uma aplicação móvel, indica o estudo da IDC.

Quase todas as grandes empresas (97%) estão presentes na Internet, o mesmo acontecendo com 86% das médias empresas e 56% das pequenas empresas, mas apenas 30% das microempresas estão presentes na Net.

Nilo Fonseca precisou que quase uma em cada cinco (17%) empresas portuguesasl realizam comércio electrónico, sendo esse o caso de mais de metade (54%) das grandes empresas e de dois quintos das médias.

Só menos de um quarto (23%) das pequenas empresas fazem comércio na Internet e a percentagem não vai além dos 8% entre as microempresas.

O volume de negócios online de empresas portuguesas gerado por residentes fora do país passou de um peso de 5% em 2012, para 26% em 2015, centrando-se essencialmente em serviços ligados ao turismo.

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