Despesa mobilidade atingirá 40% orçamentos TI empresas

Despesa mobilidade atingirá 40% orçamentos TI empresasPublicado em 27/09/2016 23:45 em Empresas

As despesas das corporações com mobilidade atingirão um pico de 40% da despesa total das empresas com tecnologias da informação (TI) em 2018, mas o peso começará a declinar em 2019, indicou Timóteo Figueiró, gestor de research da IDC Portugal.

Falando na abertura do IDC Mobility Forum, que hoje decorreu em Lisboa, Timóteo Figueiró assinalou que em 2020 a despesa mundial com TI (que inclui consumo), em hardware, software e serviços deverá ultrapassar 1,9 biliões (milhões de milhões) de dólares, o equivalente a 1,7 biliões de euros.

O responsável da IDC previu que as aplicações móveis corporativas quadrupliquem até 2018, sendo que 60% delas não existiam previamente para computadores pessoais.

A IDC aconselha as empresas a prepararem-se para aproveitar as alterações competitivas e estruturais da oferta e a investirem em ferramentas de desenvolvimento multiplataforma que possam ser acedidas como um serviço pelos diferentes intervenientes, internos e externos.

O responsável da IDC antecipou que 30% das organizações vão em 2018 reorientar as suas estratégias e as equipas móveis para a optimização de workflows.

Estimou que que em 2019 um quarto das transacções das empresas com consumidores vão ser iniciadas através de redes sociais, o que implica que as companhias precisam de adequar as suas estratégias à grande presença dos consumidores nas redes sociais,. Adiantou que 45% da receita online terá origem em equipamentos móveis.

Timóteo Figueiró destacou que são necessárias políticas globais para escolha de equipamentos, acesso e segurança da informação, prevendo que dentro de dois anos uma em cada quatro organizações terá políticas de segurança e de governação móvel inadequadas, porque deixam de ser possíveis estratégias baseadas num perímetro de segurança do sistema informático interno das empresas.

Observou que as empresas devem avaliar o impacto da adopção de tecnologias wearable na actividade das organizações e alinharem as estratégias de equipamentos wearable com a gestão da mobilidade e das funcionalidades de segurança e previu que 83% dos 22 milhões de óculos inteligentes que serão comercializados em 2019 serão adquiridos por empresas para utilização corporativa.

Assinalou que muitos «baby boomers», que representam 40% da força de trabalho, vão deixar as organizações por reformas e reformas antecipadas, o que cria problemas por deixar um vazio de experiência e conhecimentos acumulados dos quadros mais antigos.

Timóteo Figueiró observou que com o lançamento do Windows 10 multiplataforma, a adopção de equipamentos móveis Windows pelas empresas vai crescer na Europa e os smartphones Windows poderão atingir uma quota de 10%, tirando partido das vantagens de ter um sistema operativo único nas organizações para todos os seus equipamentos.

Pedro Coelho, gestor de produto computador pessoal da HP, apontou a questão de saber qual o equipamento móvel mais adequado em cada momento da vida profissional (portátil, tablet ou smartphone) e indicou que apenas 51% dos trabalhadores estão satisfeitos com os equipamentos que lhes são disponibilizados.

Observou que para as tarefas que exigem digitar letras ou números os formatos tradicionais, com teclado, são mais adequados, mas disse que com a oferta de convertíveis e destacáveis é possível conseguir uma alternativa aos portáteis mais robusta do que os tablets, que têm as vendas em abrandamento.

Pedro Coelho considerou que trabalhar com diferentes equipamentos móveis e com sistemas operativos diversos é complexo e implica um ambiente mais fragmentado, colocando questões de segurança e sincronização entre equipamentos, e assinalou que o Windows 10 trouxe menor descontinuidade entre equipamentos e permite uma interface idêntica no portátil, tablet e smartphone.

O responsável da HP destacou que os utilizadores tendem a ter um smartphone como o dispositivo principal, a usarem menos equipamentos e a terem mais segurança e fez notar que a proposta de valor é ter um equipamento móvel com funcionalidades semelhantes às de um PC, sem disparidades entre dispositivos aplicações e acessórios.

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