86% responsáveis de topo britânicos acham que fizeram o suficiente para mitigar ataques informáticos

Publicado em 15/09/2016 01:14 em Segurança Informática

Mais de quatro quintos (86%) dos responsáveis de topo das empresas britânicas acreditam que estão a fazer o suficiente para mitigar ataques informáticos, apesar de mais de metade das firmas já terem sido vítimas de ciberataques, revela um relatório da consultora Juniper Research.

Dois terços dos ataques reportados verificaram-se no ano passado e 29% das empresas inquiridas tiveram dados comprometidos.

A Juniper revela, ainda, que mais de um quinto (27%) das pequenas e médias empresas consideram que estão a salvo de ataques digitais por serem demasiado pequenas para interessarem aos cibercriminosos.

A consultora recorda que as companhias estão a mover infra-estruturas críticas para a Internet, tornando-as mais vulneráveis a ciberataques.

O estudo da Juniper indica que, apesar das preocupações e despesas acrescidas com a segurança, continua a haver um elevado grau de complacência e poucas práticas de rotina para responder a ameaças.

A maioria dos inquiridos considera que é suficiente ter um departamento de segurança informática ou de tecnologias de informação para travar ciberataques e um terço diz que a segurança não é responsabilidade do respectivo departamento.

A Juniper indica que 87% das empresas dizem que têm planos de continuidade do negócio em caso de ataque mas só menos de metade (48%) têm definidas práticas de segurança conhecidas dos trabalhadores para garantir que os empregados sabem como manter a segurança do sistema.

Apenas 47% das empresas dão formação sobre práticas de segurança, só um quarto têm um executivo dedicado à segurança, só 27% fazem testes sobre possibilidades de êxito de ataques e apenas 31% monitorizam o correio electrónico para detectar possíveis tentativas de phishing.

A Juniper sublinha que os ataques informáticos a empresas cresceram exponencialmente nos últimos quatro anos e mais de um terço dos ataques reportados aconteceram nos últimos seis meses.

O inquérito foi conduzido pela Vanson Bourne que inquiriu responsáveis de 200 empresas britânicas.

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