Fraudes cartões afectaram 30% utilizadores últimos cinco anos

Publicado em 19/07/2016 00:23 em Segurança Informática

As fraudes com cartões de pagamentos (de crédito, de débito e pré-pagos) afectaram nos últimos cinco anos 30% dos seus utilizadores, indica o resultado de um estudo realizado em 2016 em duas dezenas de países.

Bill Camarda, em artigo colocado no sítio da empresa de cibersegurança Sophos, cita um estudo da ACI Worldwide e do Aite Group em que se refere que 17% dos detentores de cartões de crédito e de débito dizem que foram vítimas de mais de uma ou múltiplas fraudes no período de cinco anos considerado, mais 4 pontos percentuais do que no inquérito de 2014.

Acrescenta que os custos desta situação são óbvios: reembolso de transacções fraudulentas, substituição de cartões ou custos de segurança.

Observa que outra questão que afecta as instituições financeiras é que em todo o mundo um quinto dos consumidores mudou de instituição financeira por insatisfação depois de serem vítimas de uma fraude e dois em cada cinco reduzem a utilização da conta depois de terem experimentado uma situação de fraude.

Os que mudam ou reduzem a actividade bancária são em maior percentagem na região Ásia Pacífico e na Indonésia atingiram 69%.

Dos 17 países em que o inquérito bienal se realizou tanto em 2014 como em 2016, a fraude bancária subiu em 14.

Os países com mais altas percentagens de vítimas de fraudes com cartões nos últimos cinco anos foram o México (56%),o Brasil (49%) e os Estados Unidos (47%). No inquérito de 2014 os Emirados Árabes Unidos e a China encabeçavam a lista e a Índia e os Estados Unidos disputavam o terceiro lugar.

O estudo revela que os Estados Unidos são o único país considerado que se mantém em ambos os anos no Top 3 da lista, o que poderá ser explicado pelo seu atraso na adopção de cartões com chip EMV, que utilizam um PIN e não assinatura para autenticação.

A ACI WorlWide e o Aite Group sublinham, no entanto, que os utilizadores têm uma quota parte de responsabilidade no assunto, indicando que 54% deles têm pelo menos um comportamento de risco, nomeadamente o de conservar o PIN junto ao cartão, o que potencia fortemente os riscos.

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