Só um em quatro bancos da EMEA tem estratégia digital

Publicado em 15/07/2016 00:48 em Geral

Um estudo divulgado pela multinacional alemã SAP, líder mundial em software de gestão, indica que só menos de um em cada quatro bancos (24%) da região EMEA – Europa, Médio Oriente e África desenvolveu e implementou uma estratégia holística de transformação digital para maior interacção com os clientes.

O estudo conclui que, embora 96% dos bancos inquiridos tivessem concluído algum tipo de iniciativa de transformação digital, ainda há muito por fazer.

O estudo, encomendado pela SAP e realizado pela IDC Finantial Insights, com inquirição a duas centenas e meia de bancos da região EMEA, revela que a transformação muitas vezes ocorre apenas no «front office» (atendimento de clientes), criando ilhas de inovação que impedem os bancos de retirarem todos os benefícios da transformação digital a nível organizacional.

Indica que o principal benefício da transformação digital para os bancos é reduzirem custos e oferecerem uma experiência optimizada e personalizada aos clientes.

Apenas pouco mais de um em cada cinco bancos (21%) tem um Chief Digital Officer (CDO), mas a IDC admite que até 2020 metade dos bancos da região venha a ter um CDO ou líder digital para dirigir a transformação digital.

O estudo revelou uma correlação positiva entre o envolvimento precoce da área de TI e o êxito das iniciativas de transformação digital, com 57% dos projectos em que isso aconteceu a serem considerados bem sucedidos pelos responsáveis bancários.

Dois quintos dos entrevistados consideram que a transformação digital permanece como uma iniciativa de «front office» visando melhorar a experiência dos clientes.

Um quinto dos bancos afirmou que a transformação digital incluiu principalmente trabalho de infra-estrutura.

O estudo patrocinado pela SAP concluiu que os elementos chave na transformação digital incluem uma cultura colaborativa e um foco no núcleo digital que envolve tecnologias analíticas, abertas e ágeis e que outro elemento fundamental foi o estabelecimento de parcerias com fornecedores externos, como fornecedores de tecnologias e empresas de serviços financeiros.

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