Tráfego móvel gera 3 mil milhões Gigabytes por mês

Publicado em 13/07/2016 00:28 em Destaques

O tráfego móvel gera actualmente a nível mundial cerca de 3 mil milhões de Gigabytes (Gb) por mês e só os últimos dois anos representaram 90% do total de dados gerados na história da humanidade, segundo Miguel Mancellos, da Capgemini Portugal.

Falando na quarta edição do Mobile Fórum Portugal, organizado pela APDC e pela ACEPI e que terça-feira decorreu em Lisboa, Miguel Mancellos adiantou que 3 mil milhões de pessoas (46% da população mundial) utilizam activamente Internet e que 80% dos internautas usam smartphones.

Acrescentou que mais de metade (51%) da população mundial tem telemóvel, 31% da população do mundo tem conta em redes sociais e um quarto desses acedem às redes sociais por dispositivo móvel

O representante da consultora Capgemini indicou como tendências tecnológicas uma utilização multicanal (as pessoas já não pensam em termos de canais de acesso, vão escolhendo ao longo do dia os dispositivos mais cómodos), a personalização (os consumidores esperam, receber conteúdos e ofertas personalizados que tenham em conta as suas interacções anteriores), privilegiam o móvel, e esperam novas experiências de utilização.

Mancellos destacou que a quantidade de informação gerada obriga à utilização de ferramentas de «big data», «machine learning» e de analítica para armazenar as enormes quantidades de dados criados e para conseguir extrair informação útil do grande volume de dados existentes.

Sublinhou que tudo na rede digital produz, usa e transmite informação que vai muito para além do texto, áudio e vídeo e inclui informação sensorial e de contexto.

Na abertura do Fórum, o presidente da APDC (associação da área das comunicações), Rogério Carapuça, destacou a importância de duas associações colaborarem no organização conjunta deste fórum, o que não é vulgar em Portugal, em vez de cada uma ter a sua iniciativa.

O presidente da ACEPI, associação ligada às empresas de comércio electrónico, Alexandre Nilo Fonseca, apontou um conjunto de tendências tecnológicas futuras como implantes no corpo, por exemplo para autenticação da identidade, na retina para melhorar a visão nocturna, nanobots no sangue para controlar um conjunto de parâmetros.

Nilo Fonseca previu o aparecimento de novos materiais que permitirão produzir roupas «wearables», telemóveis dobráveis ou dispositivos de controlo de saúde para usar e deitar fora.

Apontou, ainda, que no futuro serão possíveis provas virtuais de roupa em lojas online ou físicas, em que a roupa escolhida é «vestida» virtualmente no comprador e esta visualiza como lhe fica.

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