Tendências globais apontam para transformação digital acelerada

Publicado em 30/06/2016 18:34 em Empresas

As organizações estão muito focadas na transformação digital, umas estão a prepará-la, outras já a iniciaram e algumas estão já em plena transformação digital, afirmou quarta-feira José Carlos Gonçalves, vice-presidente sénior da CGI responsável pela Europa do Sul e América Latina.

As conclusões são de uma sondagem da CGI, realizada presencialmente junto de mil responsáveis de empresas clientes de 10 sectores em 17 países, entre os quais Portugal, que a CGI realiza há alguns anos e que hoje foi apresentada à imprensa em encontro a propósito dos 40 anos da multinacional.

Mais de um terço (34%) dos entrevistados eram responsáveis da administração pública, 13% da banca, 8% de utilities, 8% das indústrias transformadoras, 7% das comunicações e igual percentagem da saúde, os seguros e o retalho representaram cada um 6% dos inquiridos e 4% eram dos sectores de gás e petróleo e dos transpostes.

O estudo indica que apenas 3% das organizações inquiridas não planeiam fazer a transformação digital, 8% estão numa fase inicial de planeamento, 21% estão em desenvolvimento, 40% a fazer implementações pontuais, 30% dizem já ter iniciado a transformação digital e 2% afirmam que a concluíram.

Aquele vice-presidente sénior da multinacional sublinhou que durante vários anos de vão manter modelos híbridos de tradicional e digital antes de as organizações serem completamente digitais, tanto mais que tem de haver a par uma mudança cultural da organização e na forma de trabalhar e fazer negócio e, por vezes, a reestruturação das organizações e dos modelos de negócio.

Observou que é necessário definir um plano de transformação digital, que implica vários anos de trabalho, introduzir tecnologias novas, nalguns casos disruptivas, adoptar metodologias «agile» e assegurar o cumprimento das normas de regulação, nomeadamente na área a privacidade e protecção de dados.

Para aquele responsável da CGI, trata-se de uma transformação tecnológica estrutural que transfere o foco das tecnologias de informação para a mudança do negócio.

Destacou que as indústrias ligadas ao consumo, como o sector financeiro, as comunicações e o retalho e serviços aos consumidores, estão na vanguarda da transformação digital.

As cinco principais tendências identificadas no estudo são a influência dos consumidores, principalmente em sectores como a banca, as comunicações e o retalho, uma evolução da segurança informática de mecanismo de defesa para factor diferenciador, o impacto da regulação em matéria de protecção de dados e da privacidade, a reestruturação dos modelos de negócio industriais e a emergência das tecnologias da informação como indutoras da mudança dos negócios.

Entre as maiores prioridades dos executivos inquiridos contam-se a melhoria da experiência dos clientes, citada por 62%, gerar contribuições dos consumidores e clientes para melhor e mais rápida tomada de decisões (52%), proteger a organização de ataques informáticos e outras ameaças (50%) ou optimizar e modernizar a organização para reduzir custos, por exemplo através da automação (50%).

O inquérito da CGI revela 40% das organizações pretendem aumentar o seu orçamento de TI este ano (eram 27% em 2015), 31% optam pela manutenção (43% no ano passado) e 29% deverão diminuir este orçamento, ao mesmo nível de 2015 [os números de 2015 não somam 100%, provavelmente devido a arredondamentos].

Por objectivo orçamental, mais de três quartos (76%) das organizações planeiam aumentar ou manter o investimento na mudança, incluindo em novos serviços digitais, e 57% prevêem um crescimento ou estabilização do orçamento no existente, nomeadamente na modernização e racionalização, novos modelos na nuvem e na cibersegurança.

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