Vendas tablets voltam a crescer em 2018

Vendas tablets voltam a crescer em 2018Publicado em 03/06/2016 00:19 em Equipamentos

A consultora e analista de mercados IDC prevê que as vendas de tablets diminuam 9,6% homólogos em 2016 e voltem a cair em 2017, mas que regressem ao crescimento graças ao forte acréscimo das vendas de tablets destacáveis.

A IDC salienta que actualmente os destacáveis representam 16% no mercado de tablets, mas prevê que o peso dos tablets com teclado separável atinja 31% em 2020.

A IDC sublinha que os ciclos de vida dos tablets provaram ser semelhantes aos dos computadores pessoais há alguns anos atrás.

Os fabricantes de tablets, tanto os maiores como os mais pequenos, estão lentamente a mudar o seu foco para o segmento de destacáveis, o que rapidamente resultou numa oferta acrescida de produtos e em preços de venda médios mais baixos, o que alargou o interesse dos consumidores por aquele segmento, observa.

Acrescenta que esses fabricantes enfrentam agora a concorrência directa com os que criaram esse mercado externamente ao crescimento das vendas de smartphones e tablets simples (sem teclado físico).

Jean Philippe Bouchard, director da IDC, sublinha que o segmento dos destacáveis «é também considerado por alguns fabricantes, como a Apple, como uma forma de estimular os ciclos de substituição da base instalada de tablets simples».

«Uma razão pela qual o mercado de tablets simples está em declínio é porque os utilizadores finais não têm uma razão suficiente para os substituírem e é por isso que os dispositivos centrados na produtividade, como os destacáveis, são considerados como dispositivos de substituição para os tablets maiores de gama alta», acrescenta Bouchard.

Apesar das expectativas desfavoráveis, a IDC espera que as vendas anuais de tablets se mantenham bem acima dos 100 milhões de unidades até 2020.

A IDC espera que os tablets simples com ecrãs até 9 polegadas desçam de um preço médio de 83 euros em 2015 para 157 euros em 2020 e sublinha que, apesar de terem geralmente configurações baixas, para muitos utilizadores ainda fornecem uma experiência de computação decente.

Ryan Reith, vice-presidente da IDC, sublinha que ainda não há muito tempo a indústria falava em um computador para cada pessoa e essa previsão de alguma forma está a concretizar-se, embora o computador que visualizávamos há seis ou oito anos tenha mudado drasticamente.

Acrescenta que em muitos mercados emergentes o único dispositivo de computação disponível para muitos utilizadores é um tablet com ecrã de pequenas dimensões, um smartphone ou ambos.

A IDC prevê que no segmento de destacáveis 49% tenham sistema operativo Windows este ano, percentagem que aumentará para 51% em 2020, que o peso do sistema operativo iOS baixe de 38% para 29% no mesmo período e que os destacáveis Android aumentem de 12% para 20% entre os anos considerados.

Quanto aos tablets simples, a IDC prevê que o sistema operativo Android mantenha três quartos do mercado, que os iPads, da Apple, baixem da quota de 22% em 2016 para 21% em 2020 e que entre os mesmos anos o sistema operativo Windows aumente de 3% para 4%.

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