Banda larga adoptada pelas empresas, segurança esquecida

Publicado em 06/11/2010 21:59 em Empresas

Mais de quatro em cada cinco (83%) empresas com 10 ou mais trabalhadores em Portugal utilizam Internet de banda larga, percentagem que se eleva a 98,4% nas com sociedades com 250 ou mais pessoas ao serviço, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Os dados do INE, relativos a 2010, não incluem as microempresas, que empregam menos de 10 pessoas.

O INE assinala que têm computador 97,2% das firmas do universo considerado, 94,1% têm acesso à Internet e 92% utilizam correio electrónico (e mail), percentagens que se elevam a praticamente 100% nas médias e grandes empresas (mais de 50 pessoas ao serviço).

Nas pequenas empresas (10 a 49 trabalhadores), 96,7% têm computador, 93,2% estão ligadas à Internet e 91,1% usam correio electrónico.

Quanto à ligação à Internet, têm banda larga 81,6% das pequenas empresas, 90,2% das empresas com 50 a 249 trabalhadores e 98,4% nas que empregam pelo menos 250 pessoas, indica o INE.

Relativamente à existência de um sítio Internet da empresa, só pouco mais de metade (52,1%) possui um sítio, sendo as percentagens de 47,9% nas pequenas empresas, de 75,3% nas empresas que empregam entre 50 e 249 pessoas e de 93,9% nas sociedades com 250 ou mais trabalhadores.

As empresas dos sectores de alojamento, restauração e similares e da construção apresentam valores abaixo da média nacional nos indicadores de utilização de tecnologia.

Mais de três quartos (76,8%) está ligada à Internet com tecnologia DSL (banda larga sobre par de fios telefónicos de cobre).

Cerca de um quinto das firmas não financeiras com 10 ou mais trabalhadores efectuaram operações de comércio electrónico (16,8% receberam encomendas e 22,3% efectuaram encomendas), percentagens que crescem com a dimensão da empresa.

No plano da segurança informática, o panorama empresarial português é desolador.

Menos de uma em cada quatro empresas (22,7%) têm uma política de segurança para as tecnologias de informação e comunicações (TIC) definida e essa política só existe em menos de uma em cada cinco (19,2%) pequenas empresas.

Mesmo nas sociedades com 250 ou mais trabalhadores, apenas 61,2% definiu políticas de segurança para as TIC.

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