Microsoft anuncia corte de até 1850 empregos na área smartphones

Microsoft anuncia corte de até 1850 empregos na área smartphonesPublicado em 31/05/2016 00:03 em Indústria

A Microsoft anunciou na semana passada que vai cortar até 1850 postos de trabalho com a reestruturação da sua área de fabrico de smartphones, com custos de reestruturação da ordem dos 950 milhões de dólares (mais de 850 milhões de euros).

O CEO da Microsoft, Satya Nadella, citado em comunicado, indicou que a Microsoft vai focar os seus esforços nos telemóveis nas áreas onde se pode diferenciar, tanto no segmento empresarial como no particular, e garantiu que a companhia vai continuar a inovar nos dispositivos móveis e nos serviços na nuvem.

A Microsoft, anunciou a 18 de Maio que vendeu o seu negócio de telemóveis tradicionais por 350 milhões de dólares à recém-criada companhia HMD global Oy (HMD), com sede na Finlândia.

A Microsoft indicou na altura que aqueles activos foram vendidos à FIH Mobile, subsidiária do grupo Hon Hai/Foxconn Technology e à HMD e acrescenta que no âmbito desse negócio a FIH Mobile adquire também a Microsoft Mobile Vietname, situada em Hanói, que emprega cerca de 4500 pessoas.

A Microsoft anunciava, também, a transferência dos activos relacionados com os telefones tradicionais, incluindo marcas, software e serviços, redes de assistência, contratos e acordos de fornecimento críticos, mas garantia que continuará a desenvolver o sistema operativo Windows 10 Mobile e mantém os smartphones Lumia.

No mesmo dia, a Nokia revelou que a sua marca voltará aos mercados mundiais de telefones móveis mediante um acordo estratégico com a HMD, que cobre direitos de marca e licenciamento de propriedade intelectual para criar telemóveis e tablets com a marca Nokia por um período de 10 anos.

A Microsoft adianta agora que serão suprimidos até 1350 postos de trabalho na Microsoft Mobile Oi, na Finlândia, e mais meio milhar de empregos globalmente, mas indica que os empregados da subsidiária de vendas Microsoft Oi em Espoo (capital da Finlândia) não estão abrangidos pela redução de efectivos.

A multinacional avança que uma parte substancial desta decisão estará concretizada até ao fim do ano de 2016 e totalmente completa em Julho de 2017.

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