Vodafone com crescimento orgânico, o primeiro desde 2008

Publicado em 18/05/2016 00:16 em Operadores / Serviços

O grupo multinacional de telecomunicações Vodafone apresentou hoje os seus resultados do ano fiscal de 2016, terminado a 31 de Março, que revelaram receitas de 40,97 milhões de libras (52,36 milhões de euros), uma queda de 3,0% mas um crescimento orgânico de 2,3%.

As receitas dos serviços prestados baixaram 3,5%, para 37,16 milhões de libras (47,48 milhões de euros), mas em termos orgânicos (excluindo fusões e aquisições ou alienações) subiram, 1,5%.

O presidente executivo do grupo, Vittorio Colao, citado no comunicado, salienta que se trata do primeiro crescimento orgânico de receitas e de EBITDA (resultados antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) registado pela Vodafone desde o ano fiscal de 2008.

Colao defende que 2016 foi um exercício de forte execução para o grupo e que o programa de investimento orgânico «Spring Project» foi concluído, o que transformou a qualidade da tecnologia da tecnologia da Vodafone, reforçou a experiência dos clientes e permitiu expandir os serviços a empresas.

O CEO da Vodafone afirma que a companhia teve um (quarto) trimestre recorde de adições líquidas nos serviços fixos e continuou a acelerar a sua estratégia de convergência.

No depoimento para os investidores, Colao salienta que a Vodafone, que celebra 30 anos de comunicações móveis, é líder com 446 milhões de clientes, operações móveis em 26 países e de rede fixa em 17.

Vittorio Colao destaca, contudo, que o futuro está nas comunicações unificadas.

A companhia informa que com a conclusão do «Spring Project» tem agora 46,8 milhões de clientes 4G e uma cobertura de 87% da Europa com tecnologia de quarta geração móvel e 30 milhões de casas passadas com banda larga na Europa e 13,4 milhões de clientes de banda larga fixa no velho continente. As receitas de serviço fixo representaram 26,3% dos serviços no segundo semestre fiscal.

A Vodafone anunciou resultados operacionais de 1,377 milhões de libras (1,76 milhões de euros) e um prejuízo de quase 3,82 milhões de libras (4,88 milhões de euros) nas operações continuadas.

Acrescenta que as comunicações fixas convergentes tiveram um recorde de 1,3 milhões de novos clientes no exercício de 2016, o que tornou a Vodafone no fornecedor de telecomunicações europeu de banda larga fixa que mais cresceu.

A multinacional de origem britânica anuncia que a partir do ano fiscal de 2017, que termina em 31 de Março de 2017, vai passar a reportar os seus resultados em euros.

A companhia adianta que os seus serviços a empresas representaram 27,7% das receitas de serviços (32,7% na Europa).

A Vodafone indica que as receitas de serviços em Portugal cresceram 3,5% no quarto trimestre fiscal (primeiro de calendário de 2016), país onde as receitas de serviço fixo cresceram fortemente e a receita média por cliente móvel está a recuperar. A rede de fibra cobre 2,4 milhões de casas, observa.

Os dados da multinacional indicam que no ano fiscal 2016 as receitas totais da Vodafone Portugal baixaram para 712 mil libras (910 mil euros) e as despesas de capital (investimento) se situaram em 259 mil libras (331 mil euros).

Segundo o grupo, a Vodafone Portugal contava em 31 de Março passado com 4,85 milhões de clientes móveis, 38,8% dos quais com serviço pós-pago (por contrato), e com 442 mil clientes de serviços fixos, um acréscimo de 26 mil durante os primeiros três meses do ano em curso.

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