Negócios e lucros da Reditus caíram em 2015

Publicado em 01/05/2016 00:00 em Geral

A tecnológica portuguesa Reditus anunciou hoje, sábado, que o seu volume de negócios baixou 1,2% no ano passado, para 118,56 milhões de euros.

Em comunicado de resultados divulgado sábado no sítio da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM, a Reditus revela que o comportamento das receitas se deveu apenas a uma queda de 14,9% nas vendas, para menos de 12,31 milhões de euros, uma vez que a facturação relativa a prestações de serviços cresceu 0,7%, para 104,19 milhões de euros.

O presidente da Reditus, Francisco Santana Ramos, citado no comunicado, indica que a companhia reforçou o seu foco no mercado nacional e conseguiu um aumento de receitas de 6,2% em Portugal, para 72,2 milhões de euros, que foi insuficiente para compensar a redução de 10,8% na facturação na área internacional, que baixou para 46,4 milhões de euros.

A actividade internacional reflectiu as dificuldades nos mercados africanos, em particular o angolano, e representou em 2015 cerca de 39% das receitas do grupo, num contexto que o presidente considera «claramente desafiante em Portugal e em África».

A Reditus indica que o peso dos mercados africanos no seu volume de negócios baixou e os mercados europeus e americanos já representam mais de 70% dos projectos desenvolvidos pela Reditus fora de Portugal.

Os mercados africanos representaram no ano passado 27,9% das receitas internacionais da Reditus (36,4% em 2014), a Europa 63,2% (57,7%), as Américas do Norte e Latina 8,5% (5,0% no ano precedente) e as receitas na Ásia 0,3% (0,9% no ano anterior).

A Reditus revelou que os seus resultados operacionais cresceram 1,6%, para quase 2,16 milhões de euros, mas os lucros baixaram 36,9% e quedaram-se em 263,62 mil euros.

Santana Ramos sublinha que, não obstante o foco no mercado português, a Reditus continuou a apostar na expansão da actividade internacional através de parcerias em novas áreas geográficas como a América Latina.

A Reditus afirma, citando a consultora IDC, que o mercado português de tecnologias da informação terá crescido 3,6% no ano passado, mais do dobro do crescimento do PIB, mas o crescimento deverá desacelerar para 2,6% em 2016, atingindo um volume de negócios de 4,1 mil milhões de euros, enquanto o sector de telecomunicações deverá continuar a registar uma quebra de receitas, que este ano será de 2%, e recuará para os 4,4 mil milhões de euros.

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