Conferência Oracle discutiu Administração Pública

Publicado em 21/04/2016 22:38 em Geral

A necessidade de maior colaboração e melhor comunicação entre as várias entidades da administração pública para servir melhor os cidadãos foi um denominador comum de vários dos oradores da «Public Sector Summit», destacou Hugo Abreu, director-geral da Oracle Portugal.

Hugo Abreu disse ao Falar de Economia e Tecnologia que na iniciativa da Oracle Portugal para debater a administração pública e o papel das tecnologias, que hoije decorreu em Lisboa, a palavra interoperabilidade surgiu frequentemente porque o cidadãos e empresas quando se dirigem aos serviços da administração central ou local estão muitas vezes a pedir informações que existem noutras entidades do Estado.

Hugo Abreu considerou que não há que reinventar nada, mas é necessária a interacção entre os vários serviços da administração pública e a partilha de boas práticas, assente em tecnologias da informação.

Tem de ser por aí que se faz a transformação do Estado, observou.

O director-geral da Oracle indicou que nas sessões paralelas que decorreram ao fim da manhã, foram abordadas experiências no sector público de redução de custos, promoção da eficiência e de melhor serviço ao público, cidadãos e empresas.

Hugo Abreu recordou que a Oracle está presente em Portugal há 25 anos e o sector público sempre foi estratégico para a multinacional e considerou que a Oracle está em condições de aprofundar a contribuição que e companhia tem dado no plano tecnológico para o desenvolvimento do sector público.

Precisou que o sector público tem representado em média entre 30% e 35% do negócio da Oracle Portugal.

Hugo Abreu destacou a importância da intervenção da secretária de Estado Adjunta e da Modernização Administrativa no início da conferência, em que falou sobre a modernização da administração pública e o relançamento do Simplex.

Gabriel Coimbra, director-geral da IDC Portugal, afirmou que as gerações Y (Millenials) e Z (Nativos Digitais) já nasceram com a Internet e as redes sociais e querem relacionar-se com o Estado online, através de dispositivos móveis e das redes sociais.

A nível local, as cidades precisam de resolver os desafios urbanos tendo em conta que em 2014 a população dos centros urbanos representava 54% da população total e esse peso deverá aumentar para dois terços em 2050.

O director-geral da IDC Portugal observou que as cidades contribuem em média para 75% para o PIB dos países e com três quartos do consumo global de energia primária e que quase um quarto (23%) da população mundial vive em vive em cidades do litoral, a menos de 100 quilómetros de distância da costa.

Gabriel Coimbra destacou que os governos estão a entrar na era digital e a olhar para os cidadãos e para as suas necessidades num contexto de coexistência de antigas e novas tecnologias da informação, orçamentos apertados, longas listas de tarefas e muitas prioridades de topo e pressão dos cidadãos para que o Estado lhes ofereça uma experiência de contacto multicanal.

Considerou que um desafio para Portugal mas também a nível global é a falta de recursos financeiros, a par com uma escassez de meios humanos qualificados na área das TI, e observou que esta última situação é particularmente sentida em Portugal com a saída para o estrangeiro nos últimos anos de muitos jovens altamente qualificados.

O director-geral da IDC em Portugal apontou cinco dimensões e passos para a transformação digital dos governos: Visão, liderança e investimento na transformação; oferta aos cidadãos de uma experiência consistente e conveniente em todos os canais; o uso da informação como uma vantagem competitiva; um modelo rápido e eficiente, com realinhamento de processos e tecnologias para criar valor para os utentes; e uma gestão dos talentos e competências no sentido da transformação.

A IDC prevê que em 2018 metade dos eleitos locais estarão focados no investimento e na inovação tecnológica como forma de promover o desenvolvimento regional e atrair investimentos de negócio, que três quartos dos governos centrais e locais estimularão a geração de dados dos cidadãos para lhes dornecer serviços personalizados.

A IDC espera que o investimento dos governos em segurança informática aumente de uma média de 2% para mais de 5% em 2018.

Guy Staals, director sénior da Oracle EMEA (Europa, Médio Oriente e África) para os Governos, Saúde e Educação, sustentou que há uma mudança de paradigma nos serviços públicos de todo o mundo à medida que as administrações públicas se convertem às tecnologias na nuvem.

Ainda sem comentários