Maior risco que mundo enfrenta são ataques terroristas

Publicado em 12/04/2016 23:30 em Notícias economia

As mais de 150 empresas com portuguesas de 21 sectores com facturação acima de 5 milhões de euros pela primeira vez consideram que o maior risco que o mundo enfrenta são os ataques terroristas em larga escala, citado por 57%.

As empresas que participaram no inquérito em Portugal do Grupo Marsh & McLennan (MMC) apontaram como segundo maior factor de risco mundial as crises fiscais e financeiras em economias chave (49%), a instabilidade social profunda (33%).

Na apresentação do estudo 2016, Rodrigo Simões de Almeida, director-geral da MMC em Portugal, indicou que 30% dos inquiridos portugueses citam a migração involuntária em grande escala, as falhas de governance nacional, como a corrupção, e os eventos climáticos extremos, seguindo-se o elevado desemprego, com 29%.

Quanto aos maiores riscos que a sua própria empresa enfrenta, os responsáveis portugueses apontaram a instabilidade política ou social (48%), as crises financeiras e fiscais (40%), a recessão (33%), a concorrência (28%) e os ataques cibernéticos (25%) o que para Rodrigo de Almeida revela a consciência que os responsáveis empresariais portugueses têm dos riscos de ataques informáticos.

Dos inquiridos nacionais, 45% consideram que a importância dada à gestão de riscos é suficiente, 38% que é elevada, 15% que é pouca e 2% que não é dada nenhuma atenção a essa gestão.

Quanto ao orçamento para a gestão de riscos, 46% dizem que estabilizou, 24% que aumentou e 3% que diminuiu, enquanto mais de um quarto (27%) afirmam não saber.

O relatório internacional «The Global Risks Report 2016», que vai na sua décima primeira edição, indica que a migração involuntária e a fraca resposta às alterações climáticas estão entre os riscos que com maior probabilidade causarão mais danos, indicou Rodrigo de Almeida.

Acrescentou que o Global Risks 2016, desenvolvido em parceria estratégica com o Fórum Económico Mundial e que resulta das respostas de 742 responsáveis internacionais inquiridos em 2015, revela que as maiores preocupações se relacionam com riscos sociais e económicos, incluindo as citadas alterações climáticas e migração involuntária, mas também os choques nos preços da energia, a perda da biodiversidade, a instabilidade social, os conflitos entre países, as falhas de infra-estruturas de informação críticas ou colapsos de Estados.

O estudo revela que as maiores ameaças a curto prazo são riscos geopolíticos e sociais, mas a mais longo prazo são os riscos ambientais.

Os cinco principais riscos para o próximo ano e meio são a migração involuntária, o colapso de Estados, os conflitos entre países, elevado desemprego e falhas de governance nacionais, mas a um prazo de 10 anos vêm em primeiro lugar as crises de água, a fraca resposta às alterações climáticas, eventos climáticos extremos, crises alimentares e instabilidade social.

As principais ameaças para os negócios apontadas são a derrapagem na actividade económica, os choques políticos, os boicotes de produtos e a volatilidade nas expectativas dos clientes, a interrupção de negócios devido a protestos/ violência e as disputas laborais e desafios na retenção de talentos.

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