Oracle Portugal deverá crescer a 2 dígitos ano fiscal em curso

Publicado em 05/04/2016 22:53 em Empresas

O volume de negócios da Oracle Portugal deverá crescer a dois dígitos no ano fiscal em curso, que termina a 31 de Maio, previu o director-geral da companhia em Portugal, Hugo Abreu.

Em encontro com a imprensa, Hugo Abreu disse que a ambição da Oracle para o próximo ano fiscal, que se inicia em Junho, será continuar a crescer a dois dígitos, mas advertiu que «não vai ser fácil»

Indicou que a transição da multinacional Oracle para a nuvem se tem processado sem perda de receitas e de resultados e que os números do terceiro trimestre fiscal (terminado no fim de Fevereiro) foram bons, acima das expectativas.

O responsável da empresa em Portugal sublinhou que tem havido uma «aterragem suave» do negócio tradicional da corporação Oracle, com a redução das suas receitas a ser fortemente compensada por crescimentos da ordem dos 50% a 60% nas receitas da «cloud» nos últimos trimestres.

Hugo Abreu indicou que em Portugal, onde se partiu de uma base mais pequena, as taxas de crescimento do negócio «cloud» são ainda superiores às verificadas na companhia a nível mundial.

Salientou que a Oracle é actualmente número dois mundial em termos de negócio SaaS – Software as a Service e caminha rapidamente para a liderança, enquanto no negócio de Platform as a Service (PaaS) tem uma presença significativa e em crescimento.

O responsável da Oracle em Portugal prevê uma transição muito rápida para o negócio «cloud», ainda que o grosso da coluna ainda esteja para vir, e considerou que a crise económica tem vindo a retardar o ritmo de crescimento da nuvem.

O director-geral da Oracle Portugal sublinhou quanto maior a dimensão das empresas maior a dificuldade em fazer transitar o seu negócio para a nuvem, pela sua grande dimensão, mas sustentou que quando as grandes corporações criarem as condições para essa transição haverá «um salto muito grande na adopção da cloud».

Observou que os analistas de mercados apresentaram projecções de grandes crescimentos de adopção da «cloud» que não se verificaram, exactamente porque não é fácil fazer a transição nas grandes organizações.

Hugo Abreu afirmou que o sector financeiro em Portugal, que tradicionalmente seguia na vanguarda da adopção de tecnologias, está neste momento numa situação difícil e apontou como sectores mais avançados na adopção da nuvem as utilities, que eram um sector muito tradicional, as telecomunicações, que enfrentam um ambiente de grande competitividade, e o retalho, que precisa de inovar.

Quanto à Administração Pública, Hugo Abreu disse que é um sector muito específico mas criou grandes oportunidades para a Oracle colaborar na sua modernização, que foi relativamente bem sucedida embora condicionada pelo montante global de que o Estado dispõe e que se reduziu nos últimos três/ quatro anos.

Reconheceu que apesar da redução de verbas disponíveis, a Oracle conseguiu crescer na Administração Pública «à custa da concorrência».

Previu que este ano, em que há novo governo, novos responsáveis e um Orçamento que só recentemente entrou em vigor, é de prever um segundo semestre melhor do que o primeiro no sector público.

Hugo Abreu afirmou que a Oracle tem centros de dados próprios em que toda a infra-estrutura é de tecnologia Oracle, o que facilita a adopção da «cloud» hibrida porque permite compatibilidade entre a tecnologia que os clientes têm nos seus centros de dados e a tecnologia dos centros de dados da Oracle.

Recordou que a multinacional lançou a «Oracle Cloud Machine», uma solução que permite pôr nas instalações do cliente um sistema de hardware e software idêntico ao que existe na «cloud» pública da Oracle, pagando o cliente por utilização do serviço e com os mesmos níveis de garantia, tal como aconteceria se recorresse à «cloud pública».

Afirmou que esta opção é crítica para clientes que precisam de manter a informação em centros de dados próprios, como acontece com serviços das administrações públicas.

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