Infecção por malware custou média 140 euros para particulares

Publicado em 24/03/2016 01:23 em Segurança Informática

A empresa de segurança informática Kaspersky estima que as infecções por malware de dispositivos de particulares que envolveram despesa tiveram um custo médio de 140 euros por pessoa.

Baseando-se num inquérito realizado online pela B2B International a 12 356 pessoas maiores de 16 anos residentes em 26 países, a Kaspersky indica que as infecções tiveram custos monetários para um terço dos afectados.

Indica que em 18,6% dos casos as vítimas pagaram aos cibercriminosos para desbloquear um dispositivo e em 6% para desbloquear ficheiros pessoais, revelando que o ransomware continua a ser rentável para os criminosos.

Além de resgates aos cibercriminosos, alguns utilizadores particulares afectados tiveram de pagar o restauro do dispositivo ou de dados para eliminar os efeitos da infecção e nalguns casos acabaram por ter de comprar um equipamento novo.

O estudo revela que 83% dos particulares afectados por malware utilizavam o sistema operativo Windows, 13% usavam dispositivos Android e 6% o Mac OSX, para computadores Apple.

Entre as consequências da infecção, a firma de segurança russa destaca modificações no navegador ou na configuração do sistema operativo (17% dos casos), perda de dados (10%) ou roubo de dados pessoais (8%), publicação não autorizada de «gostos» em redes sociais (9%) e «hack» à câmara Web (6%).

A sondagem revela que 45% dos inquiridos sofreu no ano passado os efeitos de software malicioso e que em mais de quatro em cada cinco casos (81%) houve um impacto negativo sobre o utilizador e o seu dispositivo.

Não fazem qualquer ideia de como o respectivo dispositivo foi atacado 13% dos inquiridos que foram vítimas de malware, 12% refere a visita a páginas Web suspeitas, 8% dizem que a causa foi a utilização de uma unidade externa infectada e igual percentagem a instalação de uma aplicação maliciosa disfarçada de programa legítimo, 7% apontam como causados anexos de correio electrónico ou redes sociais e 7% indicam a visita a páginas legítimas mas que tinham sido atacadas.

A Kaspersky aconselha a não utilizar memórias externas USB sem as analisar previamente, a apenas importar aplicações de lojas oficiais, a manter o sistema operativo e as aplicações permanentemente actualizados e a verificar ficheiros antes de os abrir pela primeira vez.

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