Volume de negócios da Glintt cresceu 22,7% em 2015

Publicado em 16/03/2016 15:46 em Empresas

O volume de negócios da tecnológica portuguesa Glintt cresceu 22,7% em base comparável em 2015, para 69,48 milhões de euros, indicou a companhia.

Em comunicado, a Glintt indica que as contas de 2014 consideradas para o cálculo da evolução do volume de negócios 2015 não incluem os dados respeitantes às empresas alienadas nem às operações descontinuadas, para permitir melhor comparação com 2015.

A Glintt revela que apresentou prejuízos de 46,26 milhões de euros em 2015, que comparam com lucros de quase 1,34 milhões de euros em 2014, adiantando que «a profunda transformação estratégica que a Glintt efectuou ao longo de 2015 teve um impacto negativo nos resultados, impacto de carácter extraordinário e não recorrente».

Precisa que a situação se relaciona com os impactos contabilísticos da alienação de áreas não core (27,0 milhões de euros), descontinuidade da actividade de centros de dados em Angola (10,6 milhões de euros), desinvestimento em produtos / activos de menor valor acrescentado (1,5 milhões de euros), descontinuidade da actividade na Polónia (858 mil euros) e 5,8 milhões de euros de imparidades relacionadas com a subsidiária de Angola.

Acrescenta que esses impactos totalizam 45,8 milhões de euros, a que se adiciona o custo da rescisão de contratos de trabalho, o que no conjunto explica a quase totalidade do prejuízo.

A Glintt adianta que a sua reorientação estratégica levou a uma concentração no sector da saúde, em especial farmácias e hospitais, e nas actividades de consultoria e tecnologia de elevado valor acrescentado em que detenha capacidades de excelência e/ou produtos próprios.

A companhia refere que o aumento do volume de negócios em base comparável deve-se não só à actividade doméstica, particularmente na área das farmácias e de consultoria, mas também à actividade internacional, onde o abrandamento em Angola foi compensado por bons resultados noutros mercados, como Reino Unido, Irlanda e Espanha.

Adianta que as receitas internacionais representaram 30% da facturação total.

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