Tablets híbridos tendem a aumentar expressão no mercado

Tablets híbridos tendem a aumentar expressão no mercadoPublicado em 08/03/2016 21:28 em Equipamentos

As vendas mundiais de tablets deverão cair 5,9% em 2016, para 195 milhões, mas voltar a crescer nos próximos anos, estima a consultora e analista de mercados IDC.

O crescimento do mercado de tablets a partir de 2017 será dinamizado pelas vendas de híbridos, tablets destacáveis do teclado, que passarão de 16,6 milhões em 2015 para quase 64 milhões de unidades em 2020.

Jean Philippe Bouchard, director da IDC, adianta que, para além do crescimento esperado da procura de híbridos, aquele segmento viverá um aumento da concorrência pelo design, inovação e queda do preço médio.

Observa que no último Congresso Mundial das Comunicações Móveis (MWC), que decorreu no fim de Fevereiro em Barcelona, se registou a entrada de novos actores naquele mercado, como a marca Alcatel e a Huawei, oriundas da área dos equipamentos móveis e que estão a expandir a sua carteira de produtos para responder à procura de híbridos.

Bouchard destaca que toda a indústria reconhece que os computadores pessoais (PC) tradicionais, como desktops e portáteis, serão potencialmente substituídos nos próximos anos por destacáveis, o que explica que muitos produtos novos daquele segmento estejam a ser introduzidos este ano no mercado.

A IDC destaca que esta mudança dos tablets tradicionais para destacáveis trará adicionalmente duas outras mudanças: crescimento dos dispositivos com ecrãs maiores, a partir das nove polegadas (9 a 13 polegadas), e um reforço dos tablets com sistema operativo Windows, da Microsoft.

A consultora prevê que o peso dos híbridos com sistema operativo Windows cresça de 53,3% em 2016 para 74,6% em 2020, enquanto os com sistema operativo iOS (da Apple) cairão de 28,5% do mercado em 2016 para 7,3% em 2020, sendo mesmo ultrapassados pelo sistema operativo Android, do Google, que no mesmo período cairá de 18,2% para 18,1%.

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