NOS anuncia crescimento recorde em 2015 em todos os serviços

Publicado em 01/03/2016 18:19 em Operadores / Serviços

O operador de telecomunicações NOS anunciou resultados recorde em todos os sectores em 2015, ganhos de quota de mercado e um aumento de 10,7% dos lucros, para 82,7 milhões de euros.

Na apresentação dos resultados de 2015 à imprensa, o presidente da Comissão Executiva (CEO) da NOS, Miguel Almeida, sublinhou que 2015 «foi um ano extraordinário» para a companhia, com um recorde de crescimento da base de clientes em todos os segmentos: televisão por subscrição, serviços móveis e empresarial.

Miguel Almeida revelou que as receitas cresceram 4,4% no ano passado, para 1444,3 milhões de euros, um crescimento tanto mais relevante quanto o mercado português é relativamente maduro.

O CEO estimou que a quota de mercado da NOS em receitas se terá

aproximado dos 30% no último trimestre do ano passado, um aumento anual de 3 pontos percentuais, o que significa atingir com quase dois anos de antecedência o objectivo de quota de mercado definido para 2018, o que poderá «levar a rever as ambições» Da empresa.

Miguel Almeida salientou que o volume de negócios da NOS cresceu num ano em que o mercado de serviços de telecomunicações se contraiu, o que explica o aumento de quota de mercado.

Disse que no ano passado a NOS investiu na infra-estrutura tecnológica e em serviços inovadores e construiu condições para um crescimento sustentado futuro.

Dois anos e meio após a fusão, a NOS «é uma empresa inovadora, dinâmica e competitiva», sintetizou.

José Pereira da Costa, da Comissão Executiva da NOS, indicou que a companhia passou de 25% de quota de mercado em 2012 (soma das quotas da ZON e Optimus) e chegou a 28,7% no terceiro trimestre de 2015, estimando que se tenha aproximado dos 30% ou mesmo atingido esse patamar nos últimos três meses de 2015.

Anunciou que as receitas de serviços de telecomunicações cresceram 3,8%, para 1372,3 milhões de euros, e estimou que a NOS foi o único operador a conseguir um aumento de receitas daqueles serviços.

O executivo da companhia adiantou que a NOS atingiu 590,8 mil clientes de serviços convergentes no último trimestre do ano passado (televisão, Internet, telefonia fixa e telefonia móvel), um crescimento de 53,6% face a igual período de 2014, e indicou que no fim de 2014 os clientes de serviços convergentes representavam 26% do total e no trimestre passado ascenderam a 38%.

Adiantou que o total de clientes de televisão por subscrição da NOS subiu 4,5% em 2015, para 1,544 milhões, com um aumento trimestral crescente ao longo de 2015, e observou que a empresa é a líder cada vez mais destacada na televisão paga.

Pereira da Costa recordou que a NOS indicou em 2014 que iria investir para passar 500 mil a 600 mil novas casas com fibra óptica e no ano passado chegou a 348 mil novas casas abrangidas e 34 novas localizações desde o último trimestre de 2014, atingindo no quarto trimestre do ano passado 3,6 milhões de total de casas passadas no país.

Revelou que no ano passado as despesas de capital (CAPEX, investimento) atingiram 408,3 milhões de euros (mais 9,0%), que inclui o investimento na expansão da rede, e previu que no final de 2016 a NOS atingirá a meta de mais 500 mil a 600 mil casas passadas.

Pereira da Costa anunciou que a NOS conseguiu no ano passado 480 mil novos clientes de serviços móveis num mercado que não cresce, em boa parte devido ao crescimento dos clientes de serviços convergentes.

O administrador executivo disse que no segmento empresarial a NOS atingiu no fim do ano passado 1,26 milhões de RGU (unidades geradoras de receita), um aumento de 199 mil, com aumentos para todas as dimensões de empresas, e conseguiu «presença muito forte nas grandes empresas» de vários sectores, incluindo banca e seguros, serviços, indústria e administração pública.

Pereira da Costa adiantou que nos cinemas e audiovisual a NOS aumentou 20,8% as receitas de bilheteira, atingindo 62% de quota de mercado, e vendeu um total superior a 8,85 milhões de bilhetes.

Pereira da Costa destacou a recomposição da dívida da companhia em 2015, que permitiu descer o juro médio da dívida para 2,48% (4,83% em 2014), «talvez dos mais favoráveis» entre as empresas portuguesas, e um aumento da maturidade média para 3,6 anos, mais um ano do que em 2014.

Anunciou que a administração decidiu propor à Assembleia Geral um dividendo de 16 cêntimos de euro por acção.

O CEO da NOS, Miguel Almeida, admitiu, que dada a elevada taxa de crescimento de clientes de serviços convergentes, deverá ocorrer um abrandamento no ano em curso e que o investimento poderá ser menor em 2016, devido ao avanço conseguido no ano passado na expansão da rede.

Relativamente à questão dos conteúdos desportivos adquiridos por operadores (NOS e PT), Miguel Almeida considerou que não é ainda o momento de dizer como serão distribuídos os conteúdos adquiridos pela NOS.

Em relação ao Porto Canal, em que futuramente os direitos de transmissão pertencerão à PT, o CEO da NOS considerou que há «uma série de aspectos lamentáveis», mas «não totalmente surpreendentes», porque há «concorrentes com uma estratégia muito agressiva» em relação aos conteúdos.

Defendeu que a NOS «foi sempre coerente» na sua posição em relação aos conteúdos até que «alguém resolveu alterar o paradigma do mercado», indicando que nesta área a NOS «reagirá na justa medida da defesa dos interesses» dos seus clientes.

Miguel Almeida indicou que forneceu os dados pedidos pela Autoridade da Concorrência (AdC) e respeitará as suas deliberações.

Indicou que a NOS tem uma parceria de longo prazo com o Benfica e que, incluindo Benfica e Sporting, assegurou já os direitos de transmissão de 10 clubes de futebol, a iniciar na próxima época desportiva ou na seguinte, mas não quis adiantar verbas envolvidas.

Quanto à situação no mercado angolano, Miguel Almeida sublinhou que a NOS tem o grosso da sua actividade em Portugal e que a sua participação na ZAP é minoritária, mas considerou que o operador angolano tem a solidez necessária para aguentar a situação desfavorável em Angola, que é conjuntural, embora esta possa afectar a rentabilidade da operação.

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