Novabase atinge objectivos para 2015 e duplica lucros

Publicado em 11/02/2016 23:09 em Empresas

A tecnológica portuguesa Novabase atingiu ou excedeu os seus objectivos para 2015 e mais do que duplicou os seus lucros no ano passado, com resultados líquidos de 7,4 milhões de euros.

Em encontro com a imprensa, o presidente da companhia, Paulo Salvado, indicou que o volume de negócios da Novabase cresceu 5%, para 231,6 milhões de euros, acima do objectivo de 225 milhões, com aumento de 22% no negócio internacional e uma queda de 6% das receitas em Portugal.

Os serviços representaram no ano passado quase três quartos (73%) do volume de negócios total da tecnológica.

O presidente e administrador-delegado da Novabase salientou que o mercado português está difícil e o crescimento económico não se materializou nos investimentos dos clientes nacionais em tecnologias da informação (TI).

A retoma do mercado português ainda não se nota, observou.

A nível internacional, a empresa facturou 105,5 milhões de euros no ano passado, o que representou 46% do volume de negócios, mais 7 pontos percentuais do que em 2014.

Os lucros mais do que duplicaram, crescendo 139%, devido a uma maior selectividade na actividade e saída de negócios com margens muito baixas e a resultados financeiros positivos de 600 mil euros, que comparam com prejuízo financeiro de quase 2 milhões de euros em 2014.

Paulo Salvado adiantou que no ano passado a Novabase gerou fluxos de caixa de 11,3 milhões de euros e investiu fortemente em investigação e desenvolvimento (I&D), fazendo parte das 100 empresas de TI europeias com maior despesa em I&D.

Durante 2015, a tecnológica constituiu a empresa Celfocus no Reino Unido e ganhou dois projectos nos Estados Unidos, um com um dos maiores bancos do mundo e outro, em parceria com uma empresa holandesa, com uma grande empresa da área alimentar, acrescentou Salvado.

Adiantou que a companhia continuou em 2015 a contratar, tal como sucedeu em anos anteriores, e o seu emprego aumentou 3% no ano passado, para 2 390 trabalhadores, dos quais 2 176 em Portugal e 214 no estrangeiro.

Para o ano em curso, o objectivo é um volume de negócios de 215 milhões de euros, uma redução face a 2015 que se deve à necessidade de sair de áreas de negócio com margens muito baixas, que não geram resultados positivos, e de, no plano internacional, limitar a exposição a mercados emergentes com maior risco, nomeadamente africanos, adequando a actividade aos riscos existentes.

Para 2016, Paulo Salvado disse que a prioridade da Novabase continuará a ser a internacionalização, adaptando a actividade ao contexto específico dos mercados onde opera, tendo como objectivo manter um peso da actividade internacional no volume de negócios acima dos 45%.

O presidente da tecnológica salientou que, com a dimensão a que a Novabase chegou, é inevitável o crescimento fora de Portugal, porque deixar de crescer é morrer.

Observou, no entanto, que estar em 35 mercados, como acontece actualmente, «não é uma coisa muito boa» porque a Novabase tem uma dimensão muito pequena à escala global, destacando que a companhia abriu uma porta nos Estados Unidos mas não pretende abrir em mais nenhum país.

A Novabase apostará, também, na diferenciação da oferta através do investimento em investigação e desenvolvimento e em metodologias inovadores.

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