Produtividade não depende de presença no escritório

Publicado em 25/10/2010 23:26 em Geral

Três em cada cinco trabalhadores inquiridos num estudo internacional da Cisco consideraram que não é necessária a presença no escritório para serem produtivos.

O estudo, com questionários a 1 300 trabalhadores e a 1 300 profissionais de tecnologias da informação (TI) de 13 países (100 de cada por país), revelou que 60% dos inquiridos afirmam que não precisam de estar no escritório para serem produtivos, uma opinião partilhada por 93% dos entrevistados na Índia e que ascende a 81% na China e a 76% no Brasil.

Dois terços dos trabalhadores esperam poder ter acesso à rede, aplicações e informação da empresa em qualquer lugar e a qualquer hora através de dispositivos pessoais ou da firma.

Dos trabalhadores com acesso remoto à rede da empresa, quase metade (45%) afirma que trabalha duas a três horas por dia fora do horário e um quarto dos empregados dizem que fazem pelo quatro horas a mais.

No entanto, os trabalhadores pretendem com este procedimento ter uma maior flexibilidade na sua vida pessoal e profissional.

Dois em cada três trabalhadores inquiridos admite que poderia aceitar um trabalho menos bem remunerado em troca dessa flexibilidade, uma percentagem que em Espanha ascendeu a 78%.

Embora 57% apontem a segurança e 34% o orçamento como principal obstáculo a uma força de trabalho mais distribuída, os trabalhadores sentem que a tecnologia e as políticas da empresa são as principais barreiras a essa flexibilidade.

Na Índia, 58% dos inquiridos consideraram as tecnologias da informação como um obstáculo à flexibilidade.

Quase um quinto (19%) dos trabalhadores afirmam estar atentos a estranhos que olhem para os seus monitores mas igual percentagem não verifica se está alguém estranho na sua proximidade quando utilizam dispositivos da empresa em público e 17% admite mesmo que deixa os seus dispositivos móveis sem vigilância em locais públicos.

Quase três em cada cinco (58%) permitem a pessoas estranhas à empresa utilizar dispositivos da empresa sem supervisão. Um quarto dos responsáveis de Tecnologias da Informação revelou que dos dispositivos entregues aos trabalhadores nos últimos 12 meses a quarta parte foi perdida ou roubada.

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