Uso de aplicações móveis cresceu 58% em 2015

Uso de aplicações móveis cresceu 58% em 2015Publicado em 23/01/2016 00:12 em Geral

O uso de aplicações móveis a nível mundial cresceu 58% no ano passado, segundo um estudo da consultora e analista de mercados Flurry, citada na newsletter Telecoms.com.

A Flurry considera que há utilização de uma aplicação de cada vez que ela é aberta para iniciar uma sessão de uso.

A analista afirma que, com excepção dos jogos, cresceu o uso de todos os outros tipos de aplicações em 2015, com destaque para a categoria ‘personalização’, que aumentou 332%. Uma aplicação dessa categoria, um teclado virtual com emoji lançado pelo programador Kim Kardashian, atingiu o topo de utilização logo a seguir a ter sido lançada no ano passado na Apple App Store.

A Flurry relaciona o êxito da categoria ‘personalização’ por as pessoas considerarem que o seu uso acrescenta valor às suas mensagens.

Outras categorias de grande crescimento foram as aplicações de notícias e as de utilidades e produtividade.

Entretanto, a IHS Technology indicou que os consumidores gastaram quase 40 mil milhões de dólares (37 mil milhões de euros) em aplicações móveis em 2015 e a Apple App Store registou novo recorde nas receitas de venda de aplicações para iPhones e iPads, potenciado por um grande crescimento das vendas na China.

Precisa que a Apple liderou nas receitas de aplicações, nomeadamente pela falta de conteúdos pagos do Google Play na China.

Jack Kent, analista sénior da IHS, destaca que a Apple e o Google são os dois grandes actores no mercado de aplicações e salienta que os jogos continuam a liderar as receitas da Apple App Store, mas a música e vídeos também tiveram um bom desempenho.

Kent prevê que a categoria de jogos continue a ser a principal fonte de receitas de aplicações da Apple, com a facturação das apps por parte dos operadores móveis a suportar o crescimento das receitas.

A Apple começou em finais do ano passado a permitir que operadores móveis facturassem as aplicações da App Store utilizadas pelos seus clientes.

O Financial Times revelou há dias que a Apple tinha atingido a marca de 10 milhões de subscritores do Apple Music a pagar, seis meses depois de o serviço ter sido lançado, uma aceleração em relação aos 6,5 milhões que tinha conseguido ao fim de quatro meses.

O CEO da Apple, Tim Cook, indicou em meados de Outubro que a Apple Music tinha chegado aos 6,5 milhões de subscritores pagantes, a que se somavam 8,5 milhões de assinantes no período de três meses de experiência gratuita.

A taxa de conversão de subscritores em experiência em subscritores a pagar ao fim dos três meses de período gratuito situa-se em 59%, segundo a empresa.

A Apple Music está disponível em 111 mercados, incluindo a China, excedendo os 59 do Spotify.

O êxito da Apple Music está, entre outros factores, na aposta em garantir a distribuição exclusiva de alguns conteúdos musicais, tendo assegurado o direito de distribuição exclusiva do documentário da tournée mundial de Taylor Swift.

A Apple adoptou, também, uma opção sem precedentes na marca de concorrer pelo preço em mercados seleccionados para superar a concorrência.

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