Oracle Portugal vai crescer no ano fiscal em curso

Publicado em 13/11/2015 01:06 em Geral

A Oracle Portugal deverá crescer a um ou dois dígitos no ano fiscal em curso, que termina a 31 de Maio, e o primeiro semestre está a ser também de crescimento, revelou o director-geral da Oracle em Portugal, Hugo Abreu.

Em encontro com a imprensa para abordar as conclusões do evento anual «Oracle Open World», que decorreu no fim de Outubro nos Estados Unidos, Hugo Abreu destacou a aposta da Oracle nas soluções na nuvem e considerou que a «cloud» está a mudar o paradigma ao tornar acessíveis tecnologias de ponta às pequenas e médias empresas (PME).

O director-geral da Oracle Portugal destacou que os anúncios no Open World tiveram muito a ver com segurança, com destaque para o processador SPARC M7, com encriptação ao nível do chip e que permite uma segurança integrada em todas as camadas do sistema.

Destacou que muitos clientes compravam soluções de segurança mas não as activavam e agora essas soluções vêm activadas por defeito

Fernando Dias, director da filial portuguesa, salientou que, quando a segurança não é pensada de raiz e não faz parte do desenho da solução, colocar segurança em cima do sistema não resolve completamente os problemas.

Hugo Abreu indicou que os parceiros da Oracle dizem que os clientes portugueses estão preocupados com o que é que os fornecedores de «cloud» vão fazer com os dados que as empresas lá colocam, observando que na solução da Oracle os dados estão encriptados e apenas o cliente tem a chave de desencriptação e a Oracle não tem acesso a eles.

«A ‘cloud’ tem a estrutura de dados mas não conhece os conteúdos, que só estão acessíveis aos clientes», independentemente do centro de dados onde estejam armazenados, garantiu.

Manuel Gonçalves, director da Oracle Portugal, destacou que apesar de a Oracle ser muito forte na «cloud» pública (em que um mesmo servidor pode conter dados de várias organizações, com partições separadas), a estratégia da Oracle está voltada para a «cloud» híbrida, que permite aos clientes manterem os seus dados sensíveis onde entenderem.

Hugo Abreu previu que o futuro será a «cloud» híbrida.

Fernando Dias considerou que no futuro as empresas não terão capacidade para armazenar e gerir todos os seus dados e a maior parte deles estarão na nuvem.

Hugo Abreu assegurou que a Oracle é a empresa com mais aplicações para o Software as a Service (SaaS).

Manuel Gonçalves salientou que a «cloud» dá um mundo de oportunidades aos parceiros da Oracle em Portugal, que actualmente representam mais de 90% dos negócios na nuvem.

Hugo Abreu revelou que há quatro/cinco anos os parceiros representavam cerca de metade dos negócios da companhia em Portugal, hoje esse peso é maior e muito elevado na «cloud» que, apesar de apresentar um grande crescimento, pesa apenas 5% a 6% nas receitas da filial portuguesa.

Os responsáveis da Oracle indicaram que a multinacional tem cerca de 20 mil parceiros a nível mundial, centena e meia em Portugal, indicando que alguns desses parceiros portugueses estão a aproveitar as oportunidades na cloud para se internacionalizarem.

Indicaram que, no Open World, Mark Hurd, CEO da companhia, previu que nos próximos 10 anos cerca de quatro quintos das aplicações de produção estarão na nuvem, que 80% do mercado das aplicações SaaS será detido por dois grandes fornecedores, um dos quais será a Oracle, que a totalidade do desenvolvimento e dos testes será feita na nuvem e que a informação das empresas estará residente na «cloud».

O CEO da Oracle defende que o ambiente «Enterprise Cloud» será nessa altura o mais seguro do mundo.

Larry Elison, fundador e presidente executivo da Oracle, apontou como objectivos da «cloud» reduzir custos de aquisição e propriedade (TCO), aumentar a fiabilidade, melhorar o desempenho das bases de dados, «middleware e ferramentas de análise de dados, a facilitar a transferência entre ambientes «cloud» e o aumento da segurança, com vigilância permanente contra ciberataques.

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